Os escorpiões são responsáveis por mais da metade dos acidentes com animais peçonhentos nas regiões de Campinas e Piracicaba. Dados do Centro de Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado da Saúde apontam que, somente neste ano, foram registrados 3.686 casos, sendo 2.023 envolvendo escorpiões, o equivalente a 54,7% do total.
Na sequência aparecem ocorrências com aranhas, com 665 casos, e abelhas, com 653.
A maior parte dos acidentes acontece dentro de casa, o que acende o alerta para a presença desses animais em áreas urbanas.
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Adaptação ao ambiente urbano preocupa
Segundo a bióloga Regina Lex Engel, do Centro de Controle de Zoonoses de Piracicaba, os escorpiões têm alta capacidade de adaptação nas cidades.
“Os escorpiões estão bem adaptados ao ambiente urbano. Eles vivem dentro da rede de esgoto, onde não têm predadores, encontram umidade e alimento em abundância, como as baratas”, explica.
Ainda de acordo com a especialista, essa facilidade faz com que os animais tenham acesso direto aos imóveis, o que explica o grande número de ocorrências dentro das residências.
Casos graves envolvem escorpião-amarelo
Entre as espécies, o escorpião-amarelo é o que mais preocupa, principalmente por estar associado aos casos mais graves.
Isso ocorre, entre outros fatores, porque as fêmeas conseguem se reproduzir sozinhas, sem necessidade de acasalamento, o que acelera a proliferação.
Partes do corpo mais atingidas
Os dados também mostram quais regiões do corpo são mais afetadas nos acidentes com escorpiões:
- Mão: 21,35%
- Dedo da mão: 21,01%
- Pé: 17,80%
- Tronco: 7,81%
- Dedo do pé: 7,02%
Atendimento rápido é essencial
A maioria das vítimas procura atendimento médico rapidamente. Em 71,87% dos casos, o socorro ocorre em até uma hora após a picada.
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Ainda assim, o atendimento imediato é fundamental para evitar complicações.
Como prevenir acidentes?
Para reduzir o risco, a orientação é manter os ambientes limpos e evitar acúmulo de lixo e entulho, que favorecem a presença de insetos, principal alimento dos escorpiões.
Também é recomendado:
- Usar luvas ao mexer em jardins ou locais com vegetação
- Evitar que crianças andem descalças ou sentem diretamente no chão sem inspeção prévia
- Fechar ralos e frestas que possam servir de acesso
O que fazer em caso de picada?
Em caso de acidente, a recomendação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima para avaliação e tratamento adequado, além de:
- Lavar o local com água e sabão
- Não usar pomadas ou substâncias caseiras
- Não fazer torniquetes, cortes ou sucção no local
- Evitar o uso de gelo
O estado de São Paulo conta atualmente com 221 pontos de atendimento com soro antiveneno.
Saiba onde procurar ajuda em Campinas
De acordo com a secretaria Municipal de Saúde, todos os serviços públicos de saúde estão aptos a atender casos iniciais de acidentes escorpiônicos. Mesmo que a dor seja intensa e o susto grande, não é necessário entrar em pânico. A maioria dos pacientes se recupera bem quando busca atendimento rapidamente.
Os casos mais graves costumam ocorrer em crianças e idosos, que podem precisar de acompanhamento mais específico e, em algumas situações, soro antiescorpiônico. Na maior parte, porém, o tratamento é focado no alívio da dor.
Onde procurar ajuda em Campinas?
A pasta orienta que os moradores envolvidos em acidentes com escorpião procurem a unidade de pronto atendimento mais próxima. Nos casos de crianças menores de 10 anos, que são consideradas de maior risco, é necessário procurar atendimento no Hospital Ouro Verde ou no HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp, locais onde possuem o soro antiescorpiônico na metrópole.
Vale ressaltar que o soro antiescorpiônico não é indicado para todos os acidentes, apenas para os casos graves.
O atendimento pode ser feito em qualquer unidade pública de saúde ou acionado pelas equipes dos cinco Distritos de Vigilância em Saúde (Visa):
Contatos das Vigilâncias de Acidentes por Animais Peçonhentos:
- Visa Norte: 3242-5870
- Visa Sul: 3273-5999 | 3232-0591
- Visa Leste: 3212-2755 | 3212-2070
- Visa Noroeste: 3268-6255
- Visa Sudoeste: 3227-6613 | 3236-3637
- Ou Ligue 156
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*Com informações de Júnia Vasconcelos/EPTV Campinas
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