Moradores de Paulínia, Monte Mor e Hortolândia têm reclamado do mau cheiro e alterações na água distribuída nas cidades nos últimos dias.
As principais queixas envolvem odor forte, gosto alterado e, em alguns casos, mudança na coloração da água. Diante da repercussão, a Sabesp divulgou um comunicado na terça-feira (21), reconhecendo o problema e informando que apura as causas (veja a nota completa abaixo).
O professor Marcos Farhat, morador do Parque Brasil 500, em Paulínia, relatou à EPTV a situação da água em sua casa. Ele reclamou do odor e disse que perdeu a confiança em consumir a água.
É um odor forte de mofo, não vou beber essa água, não da pra confiar. Está assim faz uma semana. As reclamações são de diversas casas e bairros.
A empregada doméstica Iraci Haydn afirma que em outros trechos da cidade a situação também é crítica. Ela é moradora do Centro e convive com o mesmo problema.
Cheiro de mofo e água com muito cloro. Todo mundo que convivo tem a mesma reclamação. Não da para lavar toalhas, que ficam duas com muito cloro, não da para fazer comida. É complicado.
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O que diz a Sabesp
Em nota, a companhia informou que equipes técnicas estão trabalhando para identificar a origem das alterações e realizar os ajustes necessários.
Segundo a Sabesp, variações no gosto e no cheiro podem ocorrer devido às características dos mananciais, sem comprometer a qualidade da água.
A empresa afirma que:
- a água distribuída continua potável e segura para consumo;
- o sistema passa por monitoramento constante;
- são realizadas mais de 170 mil análises mensais, seguindo os padrões do Ministério da Saúde.
Como medida preventiva, a orientação é que moradores mantenham as caixas-d’água limpas e tampadas, com higienização a cada seis meses, além da verificação das tubulações internas.
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Estação da Sabesp em Hortolândia foi alvo de polêmicas
Em janeiro, a Sabesp informou, em reunião com moradores de Hortolândia, que a construção de uma nova estação de tratamento de esgoto totalmente fechada deve ser concluída em até dois anos. O novo equipamento está estimado em R$ 300 milhões.
A obra é apresentada como solução definitiva para o problema de mau cheiro na região da Vila Real, alvo de reclamações frequentes da população.
Atualmente, a estação em funcionamento já foi apontada como um problema histórico, alvo de inúmeras fiscalizações e multas aplicadas pela Cetesb. Um laudo da Arseps (Agência Reguladora dos Serviços Públicos do Estado de São Paulo), divulgado em agosto de 2025, indicou negligência na gestão da unidade.
De acordo com o diretor, a nova estação será instalada em formato de galpão fechado, o que deve impedir a dispersão do mau cheiro. A Sabesp informou que o projeto está na fase de obtenção das licenças necessárias para execução da obra.
Enquanto a nova estrutura não é concluída, a companhia admite que o odor ainda pode ser percebido em determinados períodos, especialmente em condições climáticas desfavoráveis, como calor intenso ou inversão térmica.
Para minimizar os impactos, a Sabesp afirma ter investido cerca de R$ 28 milhões em ações emergenciais, como remoção de lodo, troca de equipamentos de aeração, instalação de sistemas de nebulização e monitoramento, além de cortina vegetal e fechamento de equipamentos próximos a residências.
Problemas semelhantes na região
Casos parecidos também foram registrados em outras cidades da região, inclusive fora da área de atuação da Sabesp.
Em Vinhedo, moradores relataram alterações na água por mais de três semanas. A Sanebavi identificou aumento de ferro em bairros atendidos por uma estação de tratamento, após mudanças na Represa 1. A empresa realizou limpeza e desinfecção dos reservatórios, com ações que seguem até maio.
Já em Limeira, moradores também relataram problemas. A concessionária BRK Ambiental informou que não houve alteração na captação ou nas características da água distribuída.
As causas das ocorrências seguem sendo investigadas pelas concessionárias responsáveis.
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