A Arc System Works, desenvolvedora responsável por títulos como Dragon Ball FighterZ e a série Guilty Gear Strive, timidamente deu as caras na Gamescom Latam 2026 com seu mais novo projeto: Marvel Tokon: Fighting Souls. Anunciado em junho de 2025, o game chamou a atenção de todos não só por conta da volta dos heróis da Marvel para um fighting game, mas também pelo seu estilo, diferente do que já vimos antes.
Embora o jogo esteja disponível para teste no espaço Hero Zone do evento (um puxadinho do BIG, é só procurar os quadrados laranjas no teto da feira), o Voxel teve a chance de jogar por cerca de meia hora o game antes do público geral, e deu pra entender bem o que a Arc System está construindo aqui.
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Um elenco que agrada veteranos e novatos
A build disponível na Gamescom Latam contava com doze personagens jogáveis: Wolverine, Homem-Aranha, Capitão América, Doctor Doom, Ms. Marvel, Starlord, Motoqueiro Fantasma, Tempestade, Homem de Ferro, Danger, Magik e Peni Parker. Uma seleção que equilibra bem os rostos conhecidos do grande público com algumas escolhas mais ousadas, já que Danger não é conhecida pelo grande público e Peni Parker, que acabou ganhando uma notoriedade maior pela franquia Aranhaverso.
Os cenários disponíveis eram quatro, todos com forte apelo visual para os fãs da Marvel: Nova York, Mansão X, Terra Selvagem e Luganenhum, o covil dos Guardiões da Galáxia. Cada um consegue transmitir bem uma sensação de profundidade, com personagens ao fundo reagindo a luta (você vai tomar alguns golpes se parar pra procurar easter-eggs). Dependendo da intensidade do golpe usado, seu personagem pode voar para outra parte do cenário, então fica a dica se quiser ver mais do que a Arc preparou para os fãs.
Parece complicado mas não é
Nos trailers e gameplays, Marvel Tokon: Fighting Souls pode parecer uma chuva de informações visuais: efeitos, mensagens pipocando, diversos personagens em tela ao mesmo tempo, dando a impressão de que vai ser difícil de aprender como tudo funciona. Mas a realidade é outra.
Cada luta possui três rounds, onde cada jogador escolhe quatro personagens para compor seu time, com o primeiro escolhido sendo o capitão da vez. A troca entre eles é feita apertando L2, tendo que segurar o botão para o escolher para a luta. O dano acumulado não reseta entre as trocas, ou seja: não adianta alternar personagens esperando recuperar energia – a estratégia de quem você manda para a luta e quando importa de verdade.
O mapeamento dos botões é simples. No PlayStation, Quadrado, Triângulo e Círculo correspondem aos ataques fraco, médio e forte, enquanto o X aciona o ataque conjunto do time montado, uma mecânica que pode te ajudar em momentos decisivos. Os gatilhos ficam reservados para os especiais de cada personagem, o que ajuda a separar bem cada ação e ajudar quem está começando.
A sensação geral de jogo lembra muito a fusão (pegou o trocadilho?) de dois títulos queridos: Dragon Ball FighterZ, na fluidez dos combos e na apresentação visual e Marvel vs. Capcom, no sistema de times e cenários bonitos. Não sei se foi exatamente essa a intenção da Arc System, mas o resultado dessa mistura ficou muito natural. A alternância entre personagens em tela flui bem, os combates têm um bom ritmo e a curva de aprendizado parece generosa o suficiente para não afastar jogadores casuais, mas com uma mecânica específica para atrair os competitivos interessados.
E a dublagem?
A versão testada já contava com dublagem em português brasileiro, e alguns nomes conhecidos aparecem no elenco. O Homem-Aranha é dublado por Diego Marques, a mesma voz consagrada nos jogos da Insomniac, uma escolha que vai agradar muito os fãs da franquia. Capitão América traz de volta Duda Espinoza e Starlord têm Raphael Rossatto, vozes já conhecidas dos filmes da Marvel no Brasil, o que ajuda a manter a imersão.
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Mas nem tudo saiu perfeito. A voz do Wolverine destoa bastante do personagem – nada contra o dublador, mas a voz soa jovem demais para um mutante que carrega décadas de raiva e cicatrizes. É o tipo de escolha que pode gerar discussão na comunidade quando o jogo for lançado.
Um último ponto: o jogo utiliza os nomes originais em inglês dos personagens, sem tradução. Então não espere encontrar na dublagem um “Homem-Aranha” – é Spider-Man mesmo. Ela não é a Tempestade, mas sim a “Storm”. Para alguns jogadores isso não vai fazer diferença, mas quem prefere a experiência completamente localizada pode estranhar.
Vale a espera?
Com base no que joguei, sim. Marvel Tokon: Fighting Souls tem tudo para se firmar como uma das grandes surpresas de 2026 no gênero de luta. A Arc System sabe o que está fazendo, já que a experiência com FighterZ e Strive aparece em cada detalhe do jogo, da apresentação visual à estrutura dos combates.
O game é um dos que tem uma das maiores filas para jogar na gamescom latam – e também a mais rápida, com todo mundo soltando elogios para ele. Vale a pena pegar uma filinha pra testar, mesmo que o jogo esteja bem escondidinho num canto da feira. Merecia mais atenção.
Marvel Tokon: Fighting Souls será lançado no dia 6 de agosto de 2026 para PlayStation e PC.
