O Windows 11 está longe do seu melhor momento em popularidade e a Microsoft sabe disso. Apesar de ser a versão atualmente mais usada do sistema operacional da marca, a reputação dele segue questionada por parte da comunidade.
A plataforma dominante do mercado de desktops e notebooks é cada vez mais criticada por elementos como instabilidade nas atualizações, desempenho reduzido e a adição forçada de recursos pouco atrativos de inteligência artificial (IA).
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Desde março deste ano, até mesmo executivos da própria Microsoft reconheceram que “consertar” o Windows 11 seria transformado em uma prioridade interna. Eles também confirmaram que este era um momento de reconquistar os usuários e fãs do serviço.
Que tipo de iniciativas a Microsoft já promoveu desde que prometeu virar a chave e arrumar o seu principal produto para computadores? A seguir, confira a lista de mudanças e avalie se elas são o suficiente para revitalizar o produto.
1. Menos ferramentas de IA
Uma das decisões mais comemoradas pelos críticos foi o reconhecimento por parte da Microsoft de que adoção de recursos de IA sob a marca Copilot no Windows foi acelerada demais e até prejudicou a imagem da plataforma, já que ela não era nem mesmo necessária em todos os ambientes do sistema.
Ainda em março, alguns recursos de IA que seriam lançados para ferramentas e programas nativos do sistema operacional foram engavetados. Além disso, o botão do chatbot foi removido ou escondido de locais como o Bloco de Notas.
2. Maior controle nas atualizações
A Microsoft também ouviu as reclamações do público e acabou com as “atualizações de surpresa”, que instalavam novas versões do Windows sem o consentimento prévio do usuário e tornavam a experiência de inicialização ou desligamento mais lentos nesses momentos.
A partir de uma atualização de abril de 2026, a companhia permite que você escolha exatamente quando o seu PC deverá ser atualizado, além de oferecer controles mais intuitivos sobre essa configuração. Agora, é possível até mesmo pular as várias e demoradas atualizações durante a primeira configuração.
3. Explorador de Arquivos
Um dos recursos mais utilizados de todo o Windows estava com problemas. A Microsoft confirmou atualizações no Explorador de Arquivos, o mecanismos de navegação e busca por pastas.
Em testes desde o fim do ano passado, a nova versão teve a arquitetura modificada para ficar mais rápida, ter uma navegação mais confiável e melhorar até a exibição de miniaturas de determinados formatos.
4. Mudanças no Windows Insider
O Windows Insider teve o funcionamento e o visual reformulados. A plataforma que reúne a comunidade de testadores de versões prévias do Windows agora está mais intuitiva em navegação, fácil de usar e com mais controles para que você possa escolher os recursos que deseja testar.
Agora, você escolhe entre duas modalidades de uso: o Beta, que adiciona as funções automaticamente no PC, e a Experimental, mais indicada para desenvolvedores e interessados em ter acesso a recursos ainda em fase inicial de implementação.
5. Alterações no Menu Iniciar
Os feeds de descoberta e os widgets eram alvo de reclamações por deixarem o Menu Iniciar muito poluído em termos de conteúdo. Agora, eles são mais minimalistas por padrão.
As notificações e sugestões aparecem apenas quando o sistema julga bastante necessário, com o usuário tendo mais controle sobre o que de fato aparece na tela.
6. Melhorias de performance no geral
Para além das melhorias pontuais em alguns recursos, a Microsoft fez uma varredura no sistema operacional para encontrar pontos de melhora de desempenho que, juntos, aceleram a experiência de uso do Windows. Exemplos incluem:
- economia de memória ao eliminar ou simplificar processos varidos;
- maior responsividade ao atualizar apps e outras funções-chave do sistema;
- otimizações em atividades cotidianas que são notadas pelo usuário.
Que fim levou o Windows 10, que era o sistema operacional mais popular do mundo antes da versão atual? Descubra nesta matéria!
