A Nvidia tem um plano para instalar pequenos data centers no quintal de casas. A gigante fechou uma parceria com a startup norte-americana Span, que pode transformar residências e pequenos negócios em centros de dados descentralizados.
Chamados de XFRA, esses pequenos centros de dados podem ser instalados em basicamente qualquer lugar. O objetivo da Nvidia com o projeto é fazer essas instalações nas laterais e nos quintais de imóveis para que provedores de nuvem com IA possam extrair energia e acessar a rede.
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A proposta já entrou na fase de testes com o auxílio da construtora PulteGroup. Para ser implementado é necessário um painel elétrico, o próprio XFRA, uma bateria de backup e alguns casos até mesmo placas de painéis solares.
“Estamos numa posição única para construir uma infraestrutura que nos ajude simultaneamente a atender à demanda claramente insaciável por mais poder computacional, de forma muito mais econômica, beneficiando também os consumidores individuais”, explicou o CEO da Span, Arch Rao, à CNBC
Startup quer diminuir custo dos data centers
A ideia por trás desses pequenos data centers surge pela dificuldade em criar grandes espaços de vários quilômetros para abrigar centenas de servidores. O custo operacional desses investimentos é altíssimo, sem contar o consumo elétrico e o gasto de água para resfriar os computadores.
Esses pequenos data centers funcionam ao absorver a capacidade elétrica não utilizada dos locais em que eles foram instalados e por isso é necessário ter os painéis da Span. Uma rede de nós dessa solução poderia equivaler a um centro de dados de pequeno ou médio porte, segundo a startup.
A companhia também salienta que consegue implantar 8.000 unidades do XFRA quase seis vezes mais rápido que a construção de um centro de dados de 100 megawatts. Em relação aos valores, a empresa diz que o custo equivale a um quinto desses data centers maiores.
Vale notar que o Brasil receberá um data centers massivo, custeado pelo TikTok por cifras bilionárias no Ceará. As obras têm gerado polêmico principalmente com a comunidade indígena local, que alega não ter sido consultada.
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