A recusa ao teste do bafômetro representou 97,3% das autuações relacionadas à alcoolemia registradas em Campinas. O dado considera o perído entre janeiro e abril deste ano e foram divulgados pela Emdec (Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas). Segundo o orgão, foram mais de 12,2 mil testes durante operações de fiscalização em conjunto com a Guarda Municipal.
No total, foram registradas 407 autuações ligadas ao consumo de álcool ao volante no período. Destas, 396 ocorreram porque os motoristas se recusaram a realizar o teste do bafômetro. Apenas 11 infrações foram confirmadas por embriaguez ao volante, sendo três enquadradas como crime de trânsito.
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Subnotificação de motoristas alcoolizados?
De acordo com a Emdec, os números indicam que muitos condutores tentam evitar a comprovação da infração ao recusarem o teste.
“Embora a taxa de testes positivos no bafômetro pareça baixa, o índice de condutores alcoolizados identificado é, na verdade, subnotificado pelas recusas”, afirmou o gerente de Fiscalização e Operação de Trânsito da Emdec, Claudionir de Sá.
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Campinas realizou 86 operações de trânsito em quatro meses
Entre janeiro e abril, a Emdec, a Guarda Municipal e a Polícia Militar promoveram 86 operações integradas de fiscalização em Campinas. Destas, 18 foram direcionadas especificamente ao combate da alcoolemia.
As blitze abordaram quase 6,5 mil veículos e identificaram 3.085 condutas consideradas de risco no trânsito. Ao todo, 616 veículos foram recolhidos ao Pátio Municipal.
As motocicletas estiveram envolvidas em quase 52% das infrações registradas durante as operações.
Álcool ao volante matou 45 pessoas em Campinas em 2025
De acordo com a Emdec, o consumo de álcool foi o segundo principal fator de risco nos acidentes fatais registrados em Campinas no ano passado.
Em 2025, 45 pessoas morreram em ocorrências relacionadas à combinação entre bebida alcoólica e direção. Outros 18 óbitos envolveram álcool associado ao excesso de velocidade.
Um dos casos recentes ocorreu no último dia 2 de maio, quando um motorista foi preso após provocar um acidente na Avenida Ângelo Simões. O teste do bafômetro apontou 0,38 mg/L de álcool no organismo, índice acima do limite que configura crime de trânsito.

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Veja as principais infrações registradas nas operações em Campinas
Confira o ranking das dez principais condutas de risco flagradas no primeiro quadrimestre de 2026:
- Recusa ao bafômetro — 396 infrações
- Licenciamento irregular — 370
- Escapamento irregular — 283
- Pneu careca — 217
- Sistema de iluminação alterado — 205
- Dirigir sem habilitação — 154
- Falta do uso do cinto de segurança — 152
- Veículo sem equipamento obrigatório — 103
- Placa irregular — 100
- Placa sem legibilidade — 83
Recusa ao bafômetro também gera multa e suspensão da CNH
Mesmo sem a confirmação da embriaguez, a recusa ao teste do bafômetro é considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A penalidade inclui multa (valor da multa: R$ 2.934,70), suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e outras medidas administrativas previstas em lei.
Viu essa? Quase 80% das mortes no trânsito em Campinas estão ligadas a álcool e velocidade, diz Emdec
Quase 80% das mortes no trânsito registradas em Campinas em 2025 estão relacionadas ao excesso de velocidade, à ingestão de álcool ou à combinação das duas infrações. O dado, divulgado nesta terça-feira (5) pela Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec) integra o lançamento da campanha Maio Amarelo na cidade.
Ao longo do ano passado, 142 pessoas morreram em acidentes. Desse total, 113 vítimas estavam envolvidas em ocorrências com esses fatores de risco:
- 50 mortes por excesso de velocidade;
- 45 mortes por direção sob efeito de álcool;
- 18 mortes por combinação de álcool e alta velocidade.
Perfil das vítimas
Os homens representam a maioria das vítimas: foram 120 mortes, o equivalente a 85% do total. Entre eles, 65 estavam em motocicletas e 34 eram pedestres. Já entre as mulheres, foram registradas 22 mortes.
Os motociclistas aparecem como o grupo mais vulnerável, com 72 mortes – o que equivale a uma vítima a cada cinco dias.
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