Um homem de 27 anos foi preso no Japão por ameaçar explodir a sede da Nintendo em Kyoto. Conforme noticiado pela KTV News, um veículo local, o suspeito é natural da cidade de Hekinan, na província de Aichi, localizada a cerca de 160 quilômetros de Kyoto.
O caso reforça um histórico de ameaças recebidas pela gigante japonesa nos últimos anos, incluindo um episódio em 2024 que chegou a forçar o cancelamento de eventos presenciais da companhia.
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Homem enviou cartas para a Nintendo ameaçando explodir a sede de Kyoto
O suspeito, que segundo relatos está desempregado, foi detido sob suspeita de obstrução de negócios após enviar envelopes à sede da Nintendo contendo ameaças de ataque com explosivos. As mensagens incluíam frases como “Vou explodir todos vocês” e “Meus planos não podem ser frustrados”.
Após receber as correspondências, a Nintendo acionou a polícia em 16 de março. Agentes foram até as instalações da empresa para revistar a área em busca de explosivos, mas nada de suspeito foi encontrado no local.
Ainda assim, o caso seguiu adiante: o homem teria admitido as acusações durante as investigações, e as autoridades estão apurando os motivos por trás das ameaças. A polícia não divulgou detalhes adicionais sobre o caso até o momento.
O suspeito responde pelo crime de obstrução de negócios, tipificação comum no sistema jurídico japonês para casos em que ameaças causam impacto direto nas operações de uma empresa. O inquérito segue em andamento, mas a Nintendo não emitiu nenhum comunicado sobre o ocorrido.
Não é a primeira vez que a Nintendo é ameaçada
Casos como esse são mais comuns do que se imagina. Em abril de 2024, Kenshin Kazama, também de 27 anos, foi preso por enviar 39 ameaças ao longo de três meses pelo formulário de contato do site oficial da Nintendo no Japão.
Entre as mensagens, ele afirmou que faria a equipe da empresa “se arrepender de ter lançado um jogo tão ruim”, com uma possível referência a Splatoon 3, e que “mataria todos os envolvidos”.
As ameaças tinham como alvo também os eventos da companhia. Em uma das mensagens, Kazama afirmou que atacaria visitantes do Splatoon Koshien 2023 National, torneio que reunia as finais nacionais do game. Na época, a Nintendo declarou publicamente estar sendo alvo de “ameaças persistentes contra seus funcionários”.
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Como consequência direta, a empresa cancelou as finais do Splatoon e o Nintendo Live Tokyo 2024, planejado para janeiro daquele ano. O Campeonato Mundial de Splatoon também foi adiado em razão do caso.
Alguns meses depois, Kazama foi condenado a um ano de prisão com período condicional de quatro anos. Na sentença, o juiz responsável afirmou que o réu estava frustrado por “continuar perdendo em partidas online” e que as ameaças eram uma forma de “aliviar o estresse” — mas classificou o comportamento como “persistente” e “cruel”.
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