
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, criticou nesta quinta-feira, 14, o que se referiu como “exagero” do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, e documentos empresariais que atribuem ao fim da escala 6×1 o risco de desemprego e demais impactos econômicos negativos.
“Quando o presidente da Fiesp, quando documentos de herança empresariais exageram do diagnóstico do impacto da redução da jornada de trabalho … exagera que vai quebrar, que vai gerar desemprego, que vai gerar informalidade. Tudo isso nós já ouvimos em muitos momentos históricos do País e outros países do mundo”, disse o ministro em discurso destinado à lideranças sindicais.
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Marinho participou de audiência pública da Câmara, em São Paulo (SP), evento integrado ao programa “Câmara pelo Brasil”, promovido pela comissão especial que debate o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho no País.
Também estiveram presentes a ex-ministra do Meio Ambiente e pré-candidata ao Senado, Marina Silva (Rede), e o presidente do Solidariedade, Paulinho da Força.
A comissão é presidida pelo deputado Alencar Santana (PT-SP) e tem como relator o deputado Leo Prates (Republicanos-BA).
Pauta relevante para o governo federal e acelerada por conta do fator eleitoral, o fim da escala 6×1 tornou-se tema prioritário na Câmara dos Deputados. Nesse sentido, Marinho afirmou em seu discurso que o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), está acompanhando a tramitação atentamente.
Marinho relembrou feitos na área do trabalho pelas gestões petistas e criticou resistências empresariais aos benefícios concedidos aos trabalhadores, num retrospecto histórico. “Quando se criou a CLT, foi isso. Quando se criou o salário mínimo, foi isso. Quando se criou licença paternidade, foi isso. Quando se criou o décimo terceiro, foi isso. Quando se criou férias, foi isso’, continuou o petista.
Na Câmara, a expectativa é que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do assunto seja votada na comissão especial em 26 de maio e levada a plenário no dia seguinte. O texto analisado (221/2019) é o do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), ao qual a proposta da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) foi apensada.
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