
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta terça-feira, 19, que parte do seu mandato é impedir que a autoridade monetária se transforme em “qualquer tipo de palanque para a política”. A declaração foi realizada durante participação de uma audiência da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, na qual respondeu a perguntas de senadores sobre um termo de compromisso firmado entre o BC e o ex-presidente da autarquia Roberto Campos Neto.
Em junho do ano passado, o BC firmou um termo de compromisso com Campos Neto, à época já ex-presidente da autoridade monetária.
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Campos Neto se comprometeu a pagar R$ 300 mil à autarquia, por ter deixado de verificar a legalidade de operações de câmbio e as qualificações de clientes do segmento enquanto era administrador do Santander Brasil. Segundo um processo de junho de 2025, os valores já foram pagos.
Indagado sobre esse tema na CAE, Galípolo explicou aos senadores que a assinatura de termo de compromisso é feita pelo Comitê de Decisão de Termo de Compromisso (Coter), que tem independência da própria diretoria do BC.
Quando indagado sobre o senador Eduardo Braga (MDB-AM) sobre a composição do colegiado e quem exerce o controle do comitê, Galípolo disse que não deixaria o caso se tornar um “palanque”.
“O mandato que está escrito no Banco Central é que eu tenho que cuidar da estabilidade financeira e da estabilidade monetária, mas tem um terceiro mandato que tem sido um tema que eu tenho perseguido muito: não deixar o Banco Central se transformar em qualquer tipo de palanque para política”, disse Galípolo. “Não cabe a mim perseguir ninguém”, enfatizou o banqueiro central.
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