
26 Mai (Reuters) – A China tem adiado a aprovação das entregas do Airbus para demonstrar impaciência com a demora dos reguladores europeus em certificar as aeronaves Comac fabricadas na China, informou a Bloomberg News na terça-feira.
A Administração de Aviação Civil da China (CAAC na sigla em inglês) adiou a aprovação final que permitiria que os aviões da Airbus entrassem no país e fossem colocados em serviço nos últimos meses, disse a reportagem, citando fontes familiarizadas com o assunto.
De acordo com a reportagem, a Airbus entregou no primeiro trimestre o menor número de jatos comerciais desde 2009. O presidente-executivo Guillaume Faury afirmou no mês passado que o atraso se deveu a uma “questão administrativa” que impediu a entrega de quase 20 aeronaves destinadas à China.
Na teleconferência de resultados da Airbus de 28 de abril, Faury disse que o problema havia sido resolvido e que os aviões não entregues seriam enviados no segundo trimestre.
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O diretor financeiro Thomas Toepfer disse que a Airbus havia acumulado cerca de 5 bilhões de euros (US$5,82 bilhões) em estoques no trimestre, significativamente mais do que no ano anterior, sendo a interrupção da entrega na China o principal fator. Ele disse que a aeronave ‘havia sido construída e estava pronta, mas não pôde ser entregue’.
Em janeiro, a Reuters informou que o órgão regulador de segurança da aviação da Europa, a EASA, estava realizando voos de teste para avaliar o avião C919 da Comac para certificação, o que permitiria que a fabricante chinesa de aviões comercializasse o jato para as companhias aéreas ocidentais pela primeira vez. Atualmente, as companhias aéreas europeias e outras ocidentais não podem voar com os jatos da Comac.
Em um comunicado, a EASA afirmou que o trabalho de validação do C919 está ‘progredindo com a total cooperação da Comac e da CAAC’, mas acrescentou que não poderia comentar sobre o cronograma previsto para a conclusão do projeto de validação.
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A certificação de segurança da EASA expandiria significativamente a presença global da Comac, já que o C919 compete diretamente com o A320 da Airbus e o 737 da Boeing.
(Reportagem de Anusha Shah em Bengaluru, Julie Zhu em Hong Kong e Sophie Yu em Pequim)
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