Uma campineira aguarda o cumprimento de uma decisão da Justiça do Egito que determinou que a guarda do filho deve ser transferida para a mãe. Mesmo com a sentença favorável, a criança ainda não foi entregue, e o processo pode envolver o uso de força policial. A informação é do g1 Campinas – relembre o caso abaixo.
A decisão foi proferida pelo Tribunal de Apelações do Cairo em 26 de novembro de 2025 e reverteu uma sentença anterior que havia transferido a guarda para a avó paterna. O entendimento dos magistrados é de que as acusações contra a mãe não tinham fundamento e eram baseadas em boatos.
A Justiça egípcia também reconheceu que a mãe se converteu ao Islã em julho de 2024, afastando o argumento de que ela representaria risco à formação religiosa da criança. A sentença determinou que o menino fique sob a guarda da mãe e autorizou que a autoridade responsável atue para garantir o cumprimento da decisão, inclusive com apoio policial, se necessário.
A cópia executiva da sentença foi entregue ao advogado da mãe em 13 de janeiro de 2026, o que permitiu o início da fase de execução. Caso o pai não entregue a criança de forma voluntária, poderá ser determinada uma ação de busca e apreensão, ainda de acordo com o g1.
Relembre o caso
O caso começou em setembro de 2022, quando Karin Rachel Aranha relatou que retornou de uma viagem a trabalho e não encontrou o então marido e o filho na casa onde moravam, em Valinhos.
À EPTV, ela contou que esperou no aeroporto e depois retornou sozinha para casa.
“Quando eu cheguei ao aeroporto, porque ele falou que ia me buscar, não tinha ninguém. Eram 23h30, eu fiquei até 1h esperando, consegui um Uber [carro por aplicativo] de Guarulhos [Grande São Paulo] até Valinhos. Cheguei em casa, meu apartamento estava quebrado, depredado, sujo. Ele levou as roupas dele, do Adam [nome do filho], levou todos os nossos documentos, inclusive os meus documentos e dinheiro que estava em conta”, relatou.
Segundo Karin, o porteiro informou que o homem havia saído do prédio com a criança no dia anterior. “Tentei falar com ele diversas vezes, mas o celular já estava desligado”, afirmou. Ainda conforme relato à EPTV, o ex-marido enviou mensagens dizendo que o menino estava bem e que ela poderia ir ao Egito se quisesse vê-lo.
A advogada da família, Camila Diniz, explicou que inicialmente o caso era tratado como um possível sequestro dentro do território nacional.
“Até então a gente achava que se tratava de um caso de sequestro nacional, dentro do território brasileiro, só que o genitor tem nacionalidade egípcia. A gente fez buscas em alguns endereços na cidade de Campinas, procurando essa criança, encontramos alguns brinquedos dela nessa busca, mas a gente não conseguiu localizar a criança”, afirmou.
Dias depois, durante uma videochamada, Karin reconheceu que pai e filho estavam no Egito. “Reconheci parentes, reconheci a casa”.
A Justiça de Campinas decretou a prisão preventiva do pai e determinou que a Polícia Federal comunicasse autoridades de fronteira e solicitasse a inclusão do nome dele na lista da Interpol. A criança seguiu no Egito.
A defesa afirmou à EPTV que não havia autorização registrada no passaporte da criança para viagem internacional com apenas um dos responsáveis, o que levantou dúvidas sobre como a saída do país ocorreu.
- *Com informações de Bárbara Camilotti/g1 Campinas/EPTV
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