A China avalia desenvolver um mercado futuro para tokens de IA, diferindo da abordagem dos Estados Unidos, conforme revelou a Reuters, na quinta-feira (28). A iniciativa pode transformar o uso da tecnologia em um ativo financeiro negociável, assim como ouro, petróleo e outras commodities.
Planejado pela Bolsa de Futuros de Xangai, o programa prevê contratos futuros associados aos tokens, pequenos conjuntos de dados processados durante as interações com a inteligência artificial. Isso permitiria que as empresas negociassem antecipadamente o custo do recurso.
smart_display
Nossos vídeos em destaque
Nova classe de ativos financeiros
O movimento chinês acontece em meio à alta demanda por IA no país. Dados oficiais indicam que o consumo diário de tokens registrou crescimento de aproximadamente 1 mil vezes desde 2024, levando à escassez de capacidade computacional em algumas plataformas, que precisaram limitar acessos.
- Dessa forma, os tokens de IA funcionam como medida prática de uso computacional e custo da operação;
- Com a iniciativa, as companhias teriam meios de se proteger contra aumentos nos preços do recurso, como acontece em outras áreas;
- Se o projeto avançar, pode criar uma nova classe global de ativos financeiros, tornando esse mercado tão importante quanto outras commodities digitais;
- Ainda conforme a reportagem, o plano está em estágio inicial e pode passar por mudanças, lembrando que as autoridades regulatórias da China precisam aprová-lo.
No momento, não existe previsão de lançamento para os contratos futuros de tokens de IA na China. Mas como se trata de uma iniciativa que pode ajudar a colocar o país à frente no segmento, especialistas acreditam que a estreia não deve demorar.
Enquanto isso, os EUA apostam nos contratos futuros para aluguel de GPUs, aproveitando-se da expansão sem precedentes da infraestrutura de IA. Modelos como a GPU H200 da Nvidia chegam a custar até US$ 5 por hora, o equivalente a pouco mais de R$ 25 pela cotação do dia.
A disputa entre as duas superpotências pela liderança em IA tem esquentado nos últimos meses. Em abril, autoridades americanas acusaram empresas chinesas de roubar tecnologia do país.
