
O aprimoramento de ferramentas de teste, modelagem e agentes com base em inteligência artificial estão aproximando o setor industrial do centro do debate das aplicações possíveis da tecnologia para ganhos de eficiência e redução de custos. As aplicações, batizadas de IA física, já encontram projetos na indústria automotiva e aeroespacial.
“Na minha opinião, a IA física é a principal aplicação de IA na engenharia disponível no mundo hoje”, disse o vice-presidente sênior da Siemens, Yeshwant Mummaneni durante o evento Realize LIVE realizado em Detroit, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira (1), que a reportagem do InfoMoney acompanhou. “Ela está, literalmente, transformando semanas e horas de carga de trabalho em segundos.”
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A IA física usa as enormes cargas de dados de modelos de inteligência artificial para permitir que sistemas compreendam, raciocinem e executem ações com base no comportamento de objetos no mundo físico. A ideia é que os programas sejam capazes de prever o comportamento de produtos como um carro na vida real.
Essa é uma das principais apostas da Siemens em sua vertical de softwares para a indústria: em uma demonstração do sistema Simcenter PhysicsAI, a empresa mostrou como a fabricante de componentes automotivos Magna usou os sistemas para melhorar o tempo de desenvolvimento dos seus designs.
A fabricante de peças usou a tecnologia em testes de colisões entre veículos. Com o uso de IA, uma análise de projeto de colisão que levava 14 horas para ser executada passou a demorar apenas 10 segundo. “Isso representa um multiplicador de 5 mil vezes. Em termos práticos, 5 mil alternativas de projeto diferentes podem ser analisadas ao mesmo tempo em que, anteriormente, tomaria para analisar um projeto”, afirma Mummaneni.
Em uma recente conversa com jornalistas no Brasil, o diz o vice-presidente global de startups e venture capital na AWS, Jason Bennett, afirmou que a gigante da tecnologia está olhando mais atentamente para parcerias em IA física e robótica pelo mundo, como reportou o InfoMoney.
Além da otimização na execução de testes e modelagem, a perspectiva da Siemens é de que o uso de IA física gere também uma redução no custo atrelado à computação na engenharia, chamado de CAE. A empresa apresentou outro caso, desta vez de uma do setor aeroespacial não divulgada, em que o uso de um preditor de simulação com base em inteligência artificial reduziu o CAE em um projeto específico em 60%.
A tecnologia, chamada de HEEDS, analise diversas possibilidades de interação de objetos com o meio, como uma aeronave em voo. “Os engenheiros apenas definem os objetivos e o HEEDS investiga as possibilidades. É aqui que a IA se torna também um multiplicador da criatividade em engenharia”, aponta o vice-presidente sênior da Siemens, Jean-Claude Ercolanelli.
*o jornalista viajou a convite da Siemens
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