A empresa chinesa de inteligência artificial (IA) DeepSeek está próxima de fechar a sua primeira rodada de investimentos externos com números bem generosos. A informação é de fontes ligadas à companhia e veículos regionais, como o South China Morning Post.
A expectativa é de que a companhia levante 50 bilhões de yuan — aproximadamente US$ 7,4 bilhões ou R$ 37 bilhões em conversão direta de moeda. Essa arrecadação deixaria a DeepSeek com um valor de mercado de cerca de US$ 60 bilhões (ou R$ 300 bilhões), seis vezes mais do que o tamanho dela há dois meses.
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O valor não chega perto de avaliações ainda maiores no setor, como o caso da Anthropic (que recentemente iniciou o procedimento de abertura de capital e já tem avaliação de US$ 965 bilhões) ou a OpenAI (que vale ao menos US$ 850 bilhões).
Ainda assim, trata-se de um ganho significativo para uma companhia que ainda sofre com sanções comerciais dos Estados Unidos, em especial sobre a importação de chips.
O crescimento da DeepSeek
Do total levantado, 40% virá da fortuna próprio fundador e CEO da DeepSeek, Liang Wenfeng. O resto do valor será de investidores externos, algo que até então não havia acontecido com a empresa. Nomes ligados à rodada de financiamento incluem as seguintes marcas:
- a gigante Tencent (10 bilhões de yuan);
- a CATL, maior fabricante de baterias automotivas do mundo (5 bilhões de yuan);
- o conglomerado NetEase (3 bilhões de yuan);
- a plataforma de comércio eletrônico JD.com (3 bilhões de yuan);
- diferentes fundos de investimento de Hong Kong, como a IDG Capital e a Monolith Capital, por valores não confirmados.
O investimento deve consolidar ainda mais a DeepSeek como a grande alternativa chinesa no mercado de IA contra empresas ocidentais. A plataforma ganhou fama no começo de 2025, quando o modelo de linguagem se transformou em um fenômeno global pelos gastos reduzidos em treinamento em comparação com as rivais.
Agora, a estratégia é outra: estabelecer o serviço como uma ferramenta mais barata em gasto de tokens, enquanto rivais como Claude e Google Gemini seguem o caminho contrário e restringem o consumo exagerado nos chatbots.
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