O Ministério da Saúde anunciou a suspensão preventiva da vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan após o registro de reações adversas temporalmente associadas à aplicação do imunizante. A medida foi adotada como precaução enquanto são realizadas investigações para verificar se há relação direta entre a vacina e os casos registrados. O ministério investiga duas mortes após a aplicação da vacina (leia mais abaixo).
A pasta também recomendou que estados e municípios que aplicaram a vacina nas últimas três semanas realizem o monitoramento dos vacinados para identificar possíveis reações adversas ou sinais de alerta relacionados à imunização.
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Campinas iniciou a aplicação do imunizante do Butantan em abril deste ano. Na cidade, a estratégia adotada foi priorizar a vacinação de profissionais da saúde e pessoas com 59 anos de idade. A Prefeitura ainda não informou a quantidade de aplicações foram feitas nesses grupo – lembrando que o imunizante é de dose única (leia mais aqui).
Vacina contra a dengue registrou 42 reações entre 500 mil pessoas imunizadas
De acordo com o Ministério da Saúde, foram registradas 42 reações adversas entre aproximadamente 500 mil pessoas que receberam a vacina contra a dengue. Desses casos, três foram classificados como graves e dois resultaram em morte.
Apesar da gravidade das ocorrências, o governo federal ressalta que ainda não há confirmação de que os eventos tenham sido causados pela vacina. As investigações seguem em andamento para determinar a possível relação de causalidade.
Nos três casos considerados graves, os pacientes apresentaram sintomas compatíveis com dengue grave em um período de até 21 dias após a vacinação.
Vacina dengue: casos graves estão sob investigação
Entre os casos que evoluíram para óbito, uma mulher de 48 anos apresentou comprometimento neurológico após desenvolver sintomas da doença 19 dias depois de receber a vacina.
O segundo caso envolve um homem de 58 anos que apresentou quadro febril cinco dias após a imunização. Segundo o Ministério da Saúde, houve rápida evolução para sintomas de dengue grave, culminando em choque refratário.
As equipes de vigilância epidemiológica realizaram acompanhamento especial dos vacinados durante os últimos 21 dias, incluindo monitoramento individual e por meio das unidades básicas de saúde, para identificar possíveis reações adversas ou agravamentos clínicos.

Suspensão tem caráter preventivo
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a decisão foi tomada por precaução e destacou que o número de ocorrências representa uma taxa relativamente baixa em comparação ao total de doses aplicadas.
“Os 42 casos significam oito ocorrências para cada 100 mil doses aplicadas. É um sinal de alerta que recomenda a descontinuidade temporária até que todas as investigações necessárias sejam concluídas para avaliar a relação de causalidade e outros fatores envolvidos”, afirmou o ministro.
Segundo Padilha, nenhum dos eventos adversos registrados havia sido identificado durante os estudos clínicos da vacina, que envolveram cerca de 11 mil voluntários.
“São eventos inesperados que não foram observados em nenhum dos estudos clínicos realizados durante o desenvolvimento do imunizante”, declarou.
VOCÊ VIU? Vacinação contra a gripe chega aos terminais de ônibus de Campinas
Quem ainda não se vacinou contra a gripe terá uma nova oportunidade. A secretaria Municipal de Saúde promoverá ações de vacinação contra a influenza em três terminais de ônibus de Campinas entre os dias 9 e 12 de junho.
A iniciativa será realizada nos terminais Padre Anchieta, Campo Grande e Central. Todas as pessoas com mais de seis meses de idade poderão receber a vacina.
Vacinação chega a locais de grande circulação
A ação nos terminais dá continuidade às estratégias de vacinação extramuros adotadas pela secretaria de Saúde para ampliar a cobertura vacinal no município. Na última quarta-feira (3), equipes da pasta também estiveram na Rodoviária de Campinas para aplicar doses da vacina contra a gripe em passageiros, trabalhadores e demais frequentadores do local.
O objetivo é facilitar o acesso da população ao imunizante, levando a vacinação a pontos de grande circulação de pessoas.

“Os terminais de ônibus são pontos de passagem de milhares de pessoas todos os dias. Dessa forma, podemos oferecer a vacina no caminho do trabalho, da escola, da rotina — sem que a população precise mudar seus planos para se proteger”, explicou Chaúla Vizelli, coordenadora do Programa de Imunização de Campinas.
Confira os horários de vacinação
Os atendimentos ocorrerão em horários diferentes em cada local:
Terminal Padre Anchieta
- Das 6h às 11h
- Das 16h às 19h
Terminal Campo Grande
- Das 17h às 20h
Terminal Central
- Das 16h às 19h
Campanha foi ampliada para toda a população
A ampliação da vacinação contra a gripe para toda a população foi anunciada pela secretaria de Saúde no último dia 1º de junho. A campanha segue até o fim deste mês com o objetivo de ampliar a cobertura vacinal no município (leia matéria completa aqui).
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