As operações de data centers da Amazon consumiram 2,5 bilhões de galões de água em 2025, o que dá aproximadamente 9,5 bilhões de litros de água, de acordo com informações divulgadas na quinta-feira (11). A quantidade é referente às instalações da companhia em todo o mundo.
Isso representa 2% a menos do que os recursos hídricos utilizados um ano antes, mesmo com o aumento da infraestrutura de servidores, como explicou a gigante da tecnologia. Ela afirmou, também, que segue trabalhando em maneiras de reduzir o consumo ano a ano.
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Maior eficiência no uso da água
Utilizando 0,12 litro de água por quilowatt-hora em 2025, a Amazon diz ter uma taxa de eficiência de uso da água sete vezes melhor do que a média do setor, atualmente em 0,84 L/kWh. Trata-se de uma das principais métricas relacionadas à refrigeração das instalações.
- O desempenho é superior ao da Meta, por exemplo, cuja taxa de eficiência foi de 0,19 L/kWh em 2024, dado mais recente divulgado pela dona do Facebook;
- Ela também fica à frente da Microsoft, com 0,27 L/kWh (2025), e do Google, com 1,15 L/kWh (2024);
- “Em outras palavras, usamos muito menos água por unidade de computação do que outros na indústria global de data centers, que, como um todo, representa menos de 0,5% de todo o uso industrial de água no mundo”, comentou a gigante varejista, em comunicado;
- Ainda conforme a Amazon, a ideia é devolver às comunidades nas quais está presente, até o fim da década, mais água do que ela consome em suas operações.
Para alinhar-se às políticas de gestão hídrica mais recentes, a companhia usa água residual tratada em algumas instalações. O recurso serve principalmente para o resfriamento dos servidores, responsáveis por garantir serviços bancários, de educação e saúde, entre outros, além das ferramentas de IA.
O resfriamento por ar livre é outro método adotado. Neste caso, o ar externo passa pelos servidores para absorver o calor e é bombeado de volta para fora, em seguida. Os recursos hídricos entram em ação somente nos períodos mais quentes, quando ocorre o resfriamento evaporativo.
Em meio às preocupações crescentes sobre o alto consumo de água e eletricidade pelos data centers de IA, a Amazon investiu em mais de 50 projetos hídricos no ano passado. Eles deverão ser capazes de devolver 21,9 bilhões de litros de água por ano nas comunidades onde estão ativos.
O Google também tem um plano ousado para repor a água gasta nos seus servidores. Confira mais detalhes nesta matéria.
