Um motorista de aplicativo, de 37 anos, apanhou de três passageiros, na manhã desta quarta-feira (22), na Rua Rangel Pestana, na Vila Industrial, em Campinas. O homem foi agredido após ameaçar os outros envolvidos com um simulacro de arma de fogo.
De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), o motorista teria discutido com os três passageiros, com idades entre 48 e 83 anos, e os ameaçado com a arma falsa.
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Neste momento, o motorista e os passageiros se envolveram em uma luta corporal pela via.
Ainda segundo a SSP, a Polícia Militar foi acionada e os envolvidos foram encaminhados à delegacia, onde foram ouvidos e liberados. O simulacro foi apreendido e o caso foi registrado no 1º Distrito de Polícia de Campinas.
*Com informações da EPTV Campinas
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VIU ESSA? – Denúncias de racismo crescem 56% em Campinas no 1º semestre de 2026
Campinas registrou um aumento de 56% nas denúncias de racismo feitas ao Disque 100 no primeiro semestre de 2026. De acordo com um levantamento do serviço, o município passou de 16 registros entre janeiro e junho de 2025 para 25 no mesmo período deste ano. O crescimento acompanha uma tendência observada em todo o estado de São Paulo, que também teve alta no número de denúncias.
No estado, o Disque 100 recebeu 646 denúncias de racismo entre janeiro e junho de 2026, contra 482 registradas no mesmo período de 2025. Ou seja, um aumento de 34%.
Outra cidade da região que apresentou crescimento foi Piracicaba. No primeiro semestre de 2025, o município teve apenas uma denúncia registrada na plataforma. Já nos seis primeiros meses deste ano, foram oito casos.
Episódios recentes
O aumento nos registros ocorre em meio a episódios recentes de racismo na região. Na última segunda-feira (20), dois integrantes da comissão técnica da equipe sub-20 do Guarani foram alvos de ofensas racistas durante uma partida dos Jogos Regionais, em Itatiba.
O time representava Campinas na competição quando um torcedor da equipe da casa cometeu as ofensas. A partida ficou paralisada por mais de duas horas e um boletim de ocorrência foi registrado, mas o autor do crime não foi identificado.
Quem também foi vítima de racismo foi o filho de 13 anos do empresário Luiz Fernando Mariano Mateus. Ele contou em entrevista à EPTV Campinas que o jovem foi alvo de ofensas na sala de aula. Neste caso, o autor dos insultos foi um colega de classe.
“Ele foi pegar a borracha com o aluno da classe lá dele, né? Quando ele virou as costas, ele ouviu a palavra ‘macaco’ e isso mexeu muito com ele. Ele foi direto na diretora, conversou com a diretora, contou o que tinha acontecido e tal. E a escola acionou os protocolos para educar o autor das ofensas”, contou Luiz.
Já o auxiliar administrativo Gabriel Henrique Domiciano ficou tão traumatizado com um episódio de injúria racial, que decidiu trancar o curso na faculdade.
“Fiz uma boletim de ocorrência para registrar o crime. Porém, é claro que a gente faz tudo isso com muita tristeza, assim, no coração, né? Primeiro, pelo trauma que a gente vive. Eu resolvi trancar a minha matrícula na faculdade, porque eu realmente não tinha condições psicológicas de voltar. Eu até ainda tentei ir outras vezes depois do que tinha acontecido, mas eu tinha muito medo mesmo de passar a pé pelo portão da faculdade e ser perseguido novamente”, relatou.
Pessoas estão denunciando mais
De acordo com o advogado Tagino Alves dos Santos, vice-presidente da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra no Brasil da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), a Lei de 2023 que equiparou injúria racial ao racismo está entre as responsáveis pelo aumento das denúncias. (Leia a matéria completa)

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