Um grupo de empresas de tecnologia anunciou na última sexta-feira (24) a criação de um novo consórcio na indústria para lidar com inteligência artificial (IA) e cibersegurança. A Nvidia, referência em GPUs para data centers e empresa mais valiosa do mundo, lidera a iniciativa.
Chamada de Open Secure AI Alliance, a parceria tem como objetivo desenvolver e compartilhar ferramentas de IA que “promovam o uso responsável e a confiança” na IA. Ela deve ser acionada também em momentos como a recente invasão aos sistemas da Hugging Face, feita por um modelo de IA experimental.
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O grupo também tem um viés político: o projeto busca estabelecer uma referência para os Estados Unidos nessa área e conter o avanço da China, que atualmente é o grande nome do segmento de modelos de linguagem de IA de código aberto.
No hack da Hugging Face, por exemplo, modelos abertos asiáticos foram usados como mecanismo de defesa — o que é positivo por confirmar a possibilidade de retenção desses ataques, mas mostra como plataformas como a GLM-5.2 e o fenômeno recente Kimi K3 estão avançadas nesse e outros aspectos.
“Empresas e países precisam de ferramentas e técnicas defensivas abertas e de ponta, para que setores críticos possam construir sistemas de segurança em um ecossistema de múltiplos fornecedores e evitar pontos únicos de falha“, diz o comunicado de criação do grupo. A carta completa pode ser lida por aqui.
Agora, a Open Secure AI Alliance está em busca de mais empresas para o consórcio, além de governos e pesquisadores que ajudem a trabalhar na criação de novas ferramentas compartilhadas de defesa e parcerias nesse momento delicado do mercado.
Ausências marcantes
Além da Nvidia, o acordo foi assinado por empresas como Adobe, Dell, IBM, Hugging Face, a Linux Foundation, Microsoft, OpenClaw, Palantir, Perplexity, Red Hat e SpacexA, entre várias outras.
Empresas como Google, Meta e AMD também confirmaram posteriormente o apoio ao projeto para compartilhar códigos e trazer preços mais competitivos em poder de computação para negócios de menor escala, como startups.
Porém, quem prestou atenção na lista completa de empresas envolvidas notou que dois nomes ficaram de fora: a OpenAI, dona do ChatGPT, e a Anthropic, responsável pelo Claude.
- Ambas compartilham de posicionamentos parecidos sobre modelos de linguagem de código aberto: elas dão preferência aos projetos de códigos fechado que não podem ser modificados, cujo acesso depende do licenciamento da API para parceiros;
- A OpenAI foi a responsável pela invasão ao Hugging Face e diz estar avaliando o caso para fornecer mais detalhes sobre o ocorrido;
- Já a Anthropic é uma crítica dos modelos que tem códigos que podem ser baixados e modificados livremente, citando riscos de cibersegurança.
Recentemente, o CEO da Nvidia reclamou do discurso de que a IA vai acabar com a humanidade. Entenda o posicionamento dele nesta matéria.
