Americana confirmou nesta segunda-feira (3) a segunda morte do ano por febre maculosa, no município. Segundo a secretaria de Saúde, a vítima é um homem de 77 anos, que morava no Parque Gramado. Ele estava internado em um hospital público e faleceu no último dia 17 de julho. O diagnóstico foi confirmado após a emissão de um laudo produzido pelo Instituto Adolfo Lutz.
De acordo com a Gestão, o caso é autóctone. Ou seja, a vítima contraiu febre maculosa no próprio município. Porém, o local exato da infecção ainda será investigado pelo PVCE (Programa de Vigilância e Controle do Escorpião e Carrapato).
Americana já registrou duas mortes por febre maculosa neste ano e outros nove casos aguardam resultado.
Cuidados
A Saúde pede que a população evite locais de risco como áreas às margens de rios, córregos, lagoas e da Represa do Salto Grande. Se for necessário, a pasta recomenda os seguintes cuidados:
- Uso de roupas claras
- Colocar as barras das calças dentro das meias
- Usar botas de cano alto
- Verificar o corpo a cada três horas
- Observar sintomas
Taxa de letalidade da febre maculosa em Campinas é maior que a do país
A taxa de letalidade da febre maculosa em Campinas é maior que a do Brasil. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Prefeitura, entre 2014 e 2026, foram registrados no município 110 casos da doença com 57 mortes, o que resulta em um percentual de óbitos de 51,8%. Já no Brasil, a taxa de letalidade da febre maculosa é de 30,6%. Em maio, a infecção fez sua primeira vítima do ano na cidade.

No mesmo período analisado, foram observados no estado de São Paulo 1.006 casos da doença, sendo que 547 acabaram em mortes. Ou seja, uma taxa de letalidade de 59,04%.
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Região de Campinas é considerada endêmica
A região de Campinas é considerada endêmica para febre maculosa devido às características ambientais e a presença frequente do carrapato-estrela. Jasmim Oliveira, bióloga da Unidade de Vigilância de Zoonoses da Prefeitura, associa a taxa de letalidade da febre maculosa no município a dois fatores: o carrapato e a bactéria Rickettsia rickettsii.
“Então, em Campinas a gente tem o encontro de um carrapato, que é o carrapato-estrela, com uma bactéria, que é a Rickettsia rickettsii, que juntos eles causam uma doença que é muito letal aqui na região”, explicou em entrevista a EPTV Campinas.

Segundo a bióloga, caso uma pessoa tenha algum desses sintomas, é preciso procurar com urgência o serviço de saúde e informar ao médico que esteve em uma área de risco.
“E o que seria uma área de risco? Uma área que tenha vegetação, que tenha grama, que tenha folhas secas caídas, e principalmente que seja próxima a cursos d ‘água, especialmente ainda se você visualizar a presença de capivaras, cavalos ou outros animais que pastam. Então, após frequentar esses locais, ficar de olho se vai aparecer febre, associada às vezes à dor de cabeça, dor no corpo, mal-estar”, disse.
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VIU ESSA? – Bebê com doença rara sofre 7 hemorragias e aguarda transplante
“É como se fosse uma bomba-relógio. A qualquer momento pode acontecer alguma coisa. Eu luto e faço o que for preciso para salvar a vida do meu menino”. É assim que a dona de casa Valdenia Lopes de Vasconcelos Sales, de 29 anos, define a rotina ao lado do filho Theo, de 1 ano e5 meses. Morador de Campinas, o bebê enfrenta desde os primeiros meses de vida uma batalha contra a atresia de vias biliares, uma doença rara que afeta o fígado e que, após sucessivas complicações, o levou a sofrer sete hemorragias.
Após meses de internações, procedimentos e momentos de risco, a família vê no transplante de fígado a principal esperança para salvar a vida da criança.
Desde quinta-feira (16), Theo está no Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP), em São Paulo, onde passa por exames para avaliar a possibilidade do transplante. Segundo o hospital, o paciente está em processo de admissão. Ele passou por uma primeira consulta e ainda será submetido a avaliações para verificar se está apto a receber um transplante intervivos. (Leia aqui)
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