O Dodge Charger Super Bee está de volta. Uma das configurações mais lendárias do sedã esportivo surgiu em 1968 e não era oferecida desde 2023, ainda na geração anterior. Agora, o Super Bee volta com a missão de reconquistar os fãs da marca que ainda choram pela ausência do V8 Hemi.
Para isso, a Dodge promete que o Charger Super Bee acelera mais que o celebrado Charger SRT Hellcat. Segundo a fabricante, o modelo novato, mesmo com 107 cv a menos, cumpre a arranca de 0 a 100 km/h em 3,6 segundos contra 3,7 segundos do V8 de 2015.
Vale ressaltar que a nova geração do Charger usa um motor 3.0 biturbo de seis cilindros em linha, que agora recebeu turbocompressores Garret maiores, com 56 mm e operando a 30 psi de pressão, tudo para chegar aos 608 cv e 73,4 kgfm de torque. O antigo Hemi V8 Hellcat tinha 717 cv e 89,8 kgfm de torque. Na arrancada de 1/4 de milha, prova tradicional nos Estados Unidos, a vantagem se inverte, com o Hellcat cumprindo a prova em 11 segundos, enquanto o Super Bee precisa de 11,8 segundos.
Toda a potência do Charger Super Bee é distribuída por uma transmissão automática de oito marchas com tração integral, no entanto, há um novo modo que envia todo o torque somente para as rodas traseiras.
Além dos novos turbocompressores, o motor teve o sistema de admissão e escape revisados, bem como um software recalibrado para melhorar o tempo de resposta do acelerador ao usar o controle de largada.
Suspensão e freios revistos
O Dodger Charger Super Bee é equipado com novos amortecedores adaptativos de dupla válvula. As buchas dianteiras da barra de torção são 25% mais rígidas, enquanto as buchas da barra estabilizadora são 50% mais firmes, reduzindo o subesterço. Ainda na dianteira, a rigidez das molas aumentou 12%. Na traseira, a barra estabilizadora é 20% mais rígida e as molas tiveram aumento de 6%.

Atrás das rodas forjadas de 20 x 11 polegadas e pneus Goodyear Eagle F1 Supercar 3 305/35ZR20, estão freios Brembo ventilados de 16 polegadas. O conjunto utiliza pinças fixas de seis pistões na dianteira e quatro pistões na traseira. Dessa forma, a área de contato das pastilhas está 27% maior.
Anti-turbo lag
O Charger Super Bee é focado na experiência de pista e arrancadas em linha reta. E uma das funções é chamada de Torque Reserve, que é feito para arrancadas repetidas e melhora o uso do controle de largada.
Quando o motorista mantém o freio pressionado e acelera, com intuito de usar o controle de largada, o sistema aumenta o fluxo de ar e atrasa o ponto de ignição, limitando o torque para encher as turbinas. Quando o freio é liberado, o torque represado é liberado de uma vez, o que reduz o turbo lag.

Há ainda novos modos de condução: Track Mode e um Drag Mode. O primeiro tem calibrações exclusivas com ajustes nos controles de tração e estabilidade, além de direção mais direta e trocas de marchas em rotações mais elevadas.
O Drag Mode, como o nome sugere, é feito para arrancada e reduz o retorno da suspensão dianteira, além de aumentar a força de compressão na traseira para maximizar a transferência de potência. Por fim, o Super Bee estreia o sistema Rece Prep que mantém a ventoinha elétrica após desligamento do motor para ajudar no resfriamento.
Novo visual
O Dodge Charger Super Bee 2027 tem dianteira exclusiva com faróis retrabalhados para aumentar o fluxo de ar. Segundo a Dodge, com o novo desenho, há 30% mais fluxo e 45 kg a mais de downforce a 240 km/h. Há ainda um Splitter dianteiro estendido e novo aerofólio de desempenho maior.
Nas extremidades da dianteira há radiadores auxiliares, enquanto atrás da grade os componentes foram reposicionados para adição de mais um sistema de refrigeração e dutos de ventilação.

O interior é bem parecido com os demais modelos, mas tem novos bancos com identificação da configuração. O volante revestido em couro ganhou o botão RWD, para enviar todo o torque para a traseira, além de paddles shifts maiores.
