Uma bebê de 2 meses foi encontrada sem registro civil e em condições consideradas precárias no bairro Condomínio Coronel, na região de Nova Veneza, em Sumaré. A mãe da criança foi presa em flagrante por suspeita de maus-tratos.
O caso ocorreu na segunda-feira (10), após uma denúncia anônima levar o Conselho Tutelar até o endereço onde estavam mãe e filha. A Polícia Militar foi chamada pela conselheira que acompanhava a ocorrência.
De acordo com o boletim de ocorrência, a bebê estava visivelmente abaixo do peso e apresentava diagnóstico de sífilis e sequelas neurológicas.
A delegada Nathalia Cabral, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Sumaré, informou ainda que documentos analisados pelo Conselho Tutelar apontaram traços de cocaína no organismo da criança.
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Bebê ficava sozinha, diz polícia
À Polícia Civil, a mulher afirmou que não havia providenciado o registro de nascimento da filha porque possuía um documento de identidade antigo. O boletim de ocorrência também aponta que ela faz uso de drogas.
Segundo a delegada, a investigação identificou ainda que a bebê seria deixada sozinha enquanto a mãe saía de casa para ir a um ponto de venda de entorpecentes.
A mulher também relatou possuir outros filhos, mas, de acordo com Nathalia Cabral, não conseguiu dizer quantos eram nem informar onde eles estavam.
Uma conselheira tutelar informou à polícia que a suspeita tem outros cinco filhos, além da bebê de 2 meses.
Diante das condições encontradas, a mulher foi presa em flagrante por maus-tratos e encaminhada à Cadeia Pública de Monte Mor (SP).
A criança ficará sob acolhimento do Conselho Tutelar de Campinas. Até a última atualização desta reportagem, não havia informações sobre eventual internação da bebê nem sobre a unidade de saúde para onde ela teria sido levada.
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Você viu? ‘Sentimento de vitória’, diz mãe de criança de 3 anos que morreu no acidente da Voepass
Adriana Ibba, mãe de Liz, de 3 anos, a vítima mais jovem do acidente com o avião da Voepass em Vinhedo, no interior de São Paulo, afirmou que recebeu com “sentimento de vitória” a conclusão do inquérito da Polícia Federal, que indiciou 16 pessoas por supostas responsabilidades relacionadas à queda da aeronave.
Segundo a mãe, as famílias aguardavam o resultado da investigação desde o acidente. Ela afirmou que a divulgação do relatório representa um marco na busca por Justiça, mas ressaltou que o processo ainda terá novos desdobramentos.
“Eu recebo com um sentimento de vitória. A expectativa era de dois anos por esse momento. E é o início de uma longa caminhada que nós teremos pela frente, porque nós vamos até o fim por Justiça por eles”, disse.

Adriana também afirmou que o trabalho da Polícia Federal, em conjunto com as informações técnicas produzidas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), pode contribuir para mudanças na cultura de segurança da aviação.
“Eu recebo essa notícia como mãe, como um marco. O trabalho que a Polícia Federal fez, muito alinhado com o Cenipa, é um marco para que a cultura organizacional das empresas não vá por esse caminho que a Voepass foi.”
A mãe de Liz destacou que as conclusões da investigação reforçam a necessidade de maior rigor na manutenção das aeronaves.
“Enquanto consumidor, ninguém fazia ideia que eles fingiam fazer a manutenção devida e colocar gente em voos lotados. Isso é algo muito grave.”
Indiciamento
A Polícia Federal indiciou 16 pessoas pela queda do voo 2283 da Voepass, acidente aéreo que matou 62 pessoas em 9 de agosto de 2024, em Vinhedo, no interior de São Paulo. Entre os investigados estão o proprietário da companhia aérea de Ribeirão Preto, José Luiz Felício Filho, diretores, pilotos, técnicos de manutenção e despachantes operacionais de voo.

As investigações apontam que o acidente resultou de uma sequência de fatores meteorológicos, falhas técnicas e problemas operacionais. Segundo a Polícia Federal, a aeronave enfrentou acúmulo severo de gelo durante o voo e apresentava falhas no sistema de degelo registradas em operações anteriores, mas essas ocorrências não foram formalmente comunicadas nos registros de manutenção.
A Voepass divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (6) após a Polícia Federal indiciar 16 pessoas no inquérito que investigou a queda do voo 2283, acidente que matou 62 pessoas em Vinhedo, no interior de São Paulo, em agosto de 2024.
No comunicado, a empresa afirmou que a segurança operacional sempre representou sua prioridade e declarou que, ao longo de mais de 30 anos de atuação, cumpriu os protocolos de segurança, manutenção e capacitação de tripulações previstos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
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