A Volkswagen escolheu a Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo, para a primeira aparição pública da Tukan com cabine simples e da nova geração da Amarok.
QUATRO RODAS obteve imagem do espaço da fabricante no evento, onde um painel exibe as silhetas e a assinatura luminosa das novas picapes.
Sucessora da Saveiro, a Tukan será mostrada nas carrocerias de cabine simples e dupla, possivelmente abrindo mão das camuflagens temáticas usadas na fase de testes. O evento marca o início de uma longa ofensiva comercial para renovar a linha de comerciais leves da marca, cujos lançamentos estão programados apenas para 2027.
A decisão de apresentar a Tukan com cabine simples pela primeira vez neste momento confirma o alvo desta carroceria: o consumidor frotista e o produtor rural.

A nova picape de entrada substituirá a veterana Saveiro e, para disputar mercado com a Fiat Strada, ela utilizará as mesmas soluções consagradas pela rival: suspensão traseira por eixo rígido com feixe de molas (mais robusta que o eixo de torção) e cabine simples com um pouco mais de espaço atrás dos bancos, mas sem ser exatamente uma cabine estendida.
Opções de motores e sistema híbrido leve
Produzida em São José dos Pinhais (PR), a Tukan nasce sobre a plataforma MQB Hybrid. A gama de versões refletirá a dupla vocação da picape. Para o trabalho pesado, a fabricante equipará o modelo com o motor 1.6 associado ao câmbio manual. As configurações intermediárias receberão o 1.0 turbo de 116 cv e 16,8 kgfm, sempre acoplado à transmissão automática de oito marchas.

O topo da linha estreará o motor 1.5 turbo combinado a um sistema híbrido leve (MHEV) de 48V. Esse conjunto eletrificado tem como objetivo principal a redução do consumo de combustível nas arrancadas e retomadas, posicionando a Tukan para competir diretamente com as versões mais caras da Fiat Toro.
Estamparia complexa e design local
Visualmente, a Tukan alinha sua dianteira aos SUVs da marca, adotando recortes de capô e faróis inspirados no Nivus e no Tera. Na lateral, a linha de cintura ascendente remete ao T-Cross, enquanto a traseira apresenta lanternas com assinatura em formato de “E”.

O detalhe de maior complexidade industrial está na tampa da caçamba, que traz o nome da picape estampado em baixo-relevo na própria chapa. A solução, que é vista na segunda geração da Amarok vendida na Europa, exigiu dezenas de protótipos de estamparia para evitar distorções no metal. Há ainda detalhes como o suporte da placa integrado à tampa e o santantônio fundido ao rack de teto.
Nova Amarok abandona chassi Volkswagen

Enquanto a Tukan foca no desenvolvimento nacional, a nova geração da Volkswagen Amarok nasce de uma parceria com a chinesa SAIC. O projeto, chamado internamente de Patagonia, compartilha a plataforma com picapes chinesas como a Maxus Terron 9.
Apesar do esqueleto importado do outro lado do mundo, o design externo será assinado pela equipe brasileira liderada por José Carlos Pavone. Um detalhe marcante será a barra de leds interligando os faróis em um segundo nível, diferente daquilo que se vê em outros Volkswagen com o mesmo recurso.

A calibração de suspensão, freios e motores também está sendo executada pelas equipes da Volkswagen no Brasil e na Argentina – onde ela será fabricada a partir do fim de 2026.
A mudança de arquitetura garante proporções bem maiores do que a média da categoria. A picape original da SAIC mede 5,50 m de comprimento, 3,30 m de entre os eixos, 2 m de largura e 1,86 m de altura.

Sob o capô, a imprensa argentina indica que a nova Amarok utilizará o motor 2.5 turbodiesel de origem SAIC com 223 cv e 52,8 kgfm, gerenciado por uma caixa automática de oito marchas. Para encarar a nova onda de utilitários eletrificados puxada pela BYD Shark, o cronograma também prevê a introdução de variantes com conjunto híbrido plug-in a gasolina nos meses seguintes ao lançamento.
