Educadoras infantis da rede municipal de Paulínia paralisaram as atividades nesta quinta-feira (27) em uma mobilização por melhorias na carreira e, principalmente, pela equiparação salarial com as demais professoras da rede.
A manifestação é realizada no Paço Municipal e conta com apoio do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia (STSPMP) e do movimento Somos Todas Professoras de Paulínia.
A mobilização também afeta o funcionamento de unidades de educação infantil. Algumas creches amanheceram com avisos nos portões comunicando a paralisação. A Prefeitura informou que está levantando o número de unidades afetadas.
Educadores cobram equiparação salarial
Segundo o sindicato, as profissionais tiveram uma redução salarial de aproximadamente 35% desde o ano passado. A entidade afirma que existe uma legislação que garante às educadoras os mesmos direitos e vencimentos das demais professoras e cobra que a Prefeitura cumpra a medida.
As profissionais reivindicam o retorno da remuneração média de aproximadamente R$ 10,5 mil, valor praticado antes das mudanças provocadas por uma decisão judicial em 2025.
O sindicato também questiona pontos dos projetos de lei encaminhados recentemente pela Prefeitura à Câmara Municipal. Entre as críticas estão a falta de equiparação salarial, questões relacionadas à jornada das professoras, progressão na carreira e regras para profissionais afastadas das salas por motivos de saúde.
A entidade defende a retirada dos projetos e o cumprimento da legislação que, segundo o sindicato, garante a equiparação.
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Prefeitura diz que houve avanços na carreira
A Prefeitura de Paulínia afirma que a atual situação da carreira das educadoras é resultado de mudanças na legislação e de uma decisão judicial.
Segundo a administração, em 2025 foi necessário cumprir uma decisão decorrente de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) relacionada à legislação municipal.
Depois disso, a Prefeitura diz ter iniciado negociações com representantes do sindicato e do movimento Somos Todas Professoras de Paulínia.
De acordo com o município, as negociações resultaram em avanços como a regulamentação de 1/3 da jornada para atividades pedagógicas sem a presença dos alunos, a mudança da nomenclatura do cargo para professoras de educação infantil e a inclusão das profissionais na mesma estrutura de carreira e tabela do magistério dos professores PEB.
A administração também cita a garantia de direitos como remoção e recesso escolar.

Divergência está na questão salarial
Apesar dos avanços apontados pela Prefeitura, a questão salarial continua sendo o principal ponto de divergência entre as partes.
A administração afirma que a remuneração média atual das profissionais é de aproximadamente R$ 8,5 mil, sem considerar benefícios. Segundo a Prefeitura, o valor está acima do piso nacional de R$ 5.130.
Já as educadoras reivindicam a retomada da média salarial de R$ 10,5 mil praticada anteriormente.
A Prefeitura afirma que as discussões financeiras foram temporariamente suspensas por causa dos limites orçamentários e da necessidade de observar as regras de responsabilidade fiscal. O município, porém, diz que o tema não foi encerrado e que as negociações serão retomadas.
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Paralisação deve seguir até as 17h
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de Paulínia, a paralisação está prevista para seguir até as 17h desta quinta-feira (27).
Após esse horário, a categoria deverá avaliar se as atividades serão retomadas ou se a mobilização terá continuidade.
A Prefeitura informou ainda que as servidoras que aderirem à paralisação poderão ter o dia descontado do salário, conforme a legislação vigente.
O município afirmou que lamenta os impactos da paralisação para alunos e famílias, mas reforçou que pretende retomar o diálogo com o sindicato e com o movimento para discutir a questão financeira dentro das possibilidades orçamentárias e legais.
Segundo a Prefeitura, os três projetos de lei enviados à Câmara também são necessários para organizar a estrutura da rede municipal para o ano letivo de 2027.
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