A Ponte Preta deve entrar em campo contra o América-MG, neste domingo (30), em Belo Horizonte, com uma equipe formada principalmente por jogadores das categorias de base. A solução foi encontrada pelo clube para evitar um W.O. diante da paralisação do elenco profissional por causa dos salários atrasados. O jogo será às 16h, em Belo Horizonte.
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Em entrevista à Rádio Bandeirantes de Campinas, o vice-presidente e diretor de futebol da Ponte, Marco Antonio Eberlin, afirmou que a presença da equipe na partida pela 25ª rodada da Série B está garantida, embora o clube ainda não saiba exatamente quais atletas estarão disponíveis.
“Não há hipótese de W.O. A gente, imediatamente, a partir de uma situação de dificuldade, está atuando para buscar a solução”, afirmou Eberlin.
Pelas regras do futebol, uma equipe precisa ter pelo menos sete jogadores em campo para que uma partida possa ser disputada. A Ponte, porém, trabalha para montar um grupo maior e completar a delegação com atletas das categorias de base.
A alternativa começou a ser colocada em prática nesta quinta-feira (27), segundo dia da paralisação. A EPTV, afiliada da TV Globo, acompanhou a movimentação no CT do Jardim Eulina e contou pelo menos 16 jogadores que chegaram ao local e permaneceram para a atividade.
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Quem pode jogar contra o América-MG?
O grupo que treinou reuniu principalmente jovens que já vinham participando da rotina do elenco profissional e outros atletas convocados da base diante da crise.
Entre os jogadores que permaneceram no CT estavam os goleiros Vinícius Ferrari e Guilherme Viana; os zagueiros Diego Leão e Gustavo Almeida; o lateral-direito Júlio; o lateral-esquerdo Matheus Souza; os volantes Gustavo Telles e Juan; o meia Gabriel Cicala; e os atacantes Damião e Cauã Felipi.
Todos eles já foram relacionados pelo menos uma vez pela Ponte durante a disputa da Série B.
Uma exceção no grupo é o atacante Vitor Ribeiro, de 27 anos. Ele tem contrato com a Macaca desde março, mas ainda não estreou pelo clube, e também participou da movimentação no CT.
Como Gilson Kleina ainda não havia iniciado o trabalho, a atividade de quinta-feira ficou sob responsabilidade do preparador físico Thiago Vegette. O treinador se apresentou à Ponte nesta sexta-feira (28) para iniciar a sexta passagem pelo clube.

Emprestados também aderem à paralisação
A diretoria também esperava contar com jogadores que pertencem a outros clubes e recebem parte ou a totalidade dos salários das equipes de origem.
Estão nessa situação David da Hora e Brandão, emprestados pelo Coritiba, além de Lucas Cunha e Palacios, do Red Bull Bragantino.
A avaliação interna era de que esses atletas poderiam estar disponíveis porque não enfrentariam a mesma situação de atraso salarial dos demais. Eles, no entanto, decidiram manter a paralisação em solidariedade aos companheiros.
David da Hora chegou a permanecer no CT na quinta-feira para realizar tratamento, mas não participou normalmente do trabalho.
A diretoria ainda tenta convencer integrantes do elenco principal a retomarem as atividades antes da viagem para Belo Horizonte. Até quinta-feira, porém, nenhum jogador havia mudado de posição.
Paralisação por salários atrasados
Os jogadores da Ponte Preta suspenderam as atividades na quarta-feira (26), depois que terminou mais um prazo dado à diretoria para colocar os pagamentos em dia.
Em comunicado, o elenco afirmou que há casos em que salários e direitos de imagem estão atrasados há até seis meses. Os jogadores também disseram se sentir abandonados pela atual gestão e informaram que não participarão de treinos e partidas enquanto as pendências não forem regularizadas.
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