Campinas está entre as dez cidades do estado de São Paulo com mais registros de roubos e furtos de veículos pesados em 2026, segundo levantamento da Fecap (fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). A metrópole apareceu na oitava colocação da lista.
Apesar da presença no ranking, a metrópole apresentou queda de 33,3% nas ocorrências entre janeiro e maio de 2026 na comparação com o mesmo período do ano passado.
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Limeira, também na região de Campinas, é outra que aparece entre os dez municípios com maior número de casos – na quarta posição – mas registrou redução ainda maior em relação a metrópole, de 34,8%.
Os dados fazem parte do Boletim Tracker Fecap, que analisou ocorrências envolvendo veículos pesados entre 2024 e maio de 2026.
No estado de São Paulo, foram registrados 733 roubos e furtos de veículos pesados entre janeiro e maio deste ano, contra 951 no mesmo período de 2025, redução de 22,9%.
A queda, no entanto, está concentrada principalmente nos roubos. Foram 401 casos nos cinco primeiros meses deste ano, ante 614 no mesmo período de 2025, recuo de 34,7%.
Já os furtos permaneceram praticamente estáveis: passaram de 337 para 332 registros, queda de 1,5%. Nos meses mais recentes analisados, porém, houve aumento de 8,1% em abril e de 39,2% em maio.
“O recuo está concentrado nos roubos, enquanto os furtos permanecem praticamente no mesmo patamar e voltaram a crescer nos dois últimos meses analisados. É importante observar essa mudança porque ela pode representar uma adaptação da atividade criminosa e exige acompanhamento contínuo”, afirma Erivaldo Vieira, pesquisador da Fecap e responsável pelo estudo.
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Campinas e Limeira estão entre cidades com mais casos
Mesmo com a redução de 33,3%, Campinas permanece entre as dez cidades paulistas com maior concentração de roubos e furtos de veículos pesados em 2026, em oitavo lugar. Limeira, que teve queda de 34,8%, também integra o ranking, na quarta posição.
A capital paulista lidera o levantamento. São Paulo registrou 213 ocorrências entre janeiro e maio deste ano, contra 197 no mesmo período de 2025, alta de 8,1%. Guarulhos aparece na sequência, mas apresentou movimento contrário: as ocorrências caíram de 80 para 46, redução de 42,5%.
Também tiveram quedas expressivas São Bernardo do Campo, com recuo de 47,8%, e Itapecerica da Serra, com 40,9%.
Osasco, Barueri e Santo André passaram a integrar em 2026 a lista das dez cidades com mais registros, ocupando posições que no ano passado eram de Cubatão, Embu das Artes e Sumaré.
Veja a lista completa, com as posições de Limeira e Campinas em destaque:

Segundo os responsáveis pelo levantamento, as mudanças indicam um deslocamento geográfico das ocorrências e exigem atualização constante das estratégias de segurança e gerenciamento de risco.
“Para quem trabalha com gerenciamento de risco, conhecer os corredores, os municípios e os pontos de concentração é fundamental para definir estratégias de monitoramento mais eficientes”, explica Vitor Corrêa.
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Maioria dos casos ocorre entre terça e sexta-feira
O estudo também identificou uma concentração das ocorrências nos dias úteis. Entre janeiro e maio de 2026, 73,3% dos roubos e furtos de veículos pesados aconteceram entre terça e sexta-feira.
A quarta-feira teve o maior número de registros, com 146 casos, seguida pela quinta-feira (142), terça-feira (130) e sexta-feira (119). Juntos, os quatro dias concentraram 537 ocorrências.
Segundo os pesquisadores, o comportamento acompanha a maior circulação de veículos de transporte de cargas durante os dias úteis.
Nos fins de semana, foram registrados 102 casos aos sábados e domingos, o equivalente a 13,9% do total.
O período entre a noite e a madrugada também concentra a maior parte dos crimes. Considerando apenas as ocorrências com horário informado, as duas faixas responderam juntas por 60,2% dos registros deste ano.
A noite teve 172 ocorrências, enquanto a madrugada somou 159.
Caminhões usados em longas distâncias são os mais atingidos
Os veículos ligados ao transporte rodoviário de cargas de longa distância concentram a maior parte das ocorrências.
Em 2025, caminhões, caminhões-tratores e semirreboques representaram 79,6% dos casos envolvendo veículos pesados, com 757 dos 951 registros. Entre janeiro e maio deste ano, foram 556 ocorrências nessas categorias, equivalentes a 75,9% do total.
Segundo o levantamento, a redução observada em 2026 foi puxada principalmente pela queda nos casos envolvendo semirreboques e caminhões-tratores.
Os caminhões convencionais tiveram comportamento mais estável, enquanto os reboques apresentaram aumento nos casos de furto.

Volkswagen e Volvo estão entre veículos mais visados
O levantamento também apontou os modelos com maior número de registros em 2025 e 2026.
Entre os caminhões, o Volkswagen 24.280 CRM 6×2 lidera, com 45 ocorrências, seguido pelo Ford F-4000, com 36. Modelos das linhas Atego, da Mercedes-Benz, e Tector, da Iveco, também aparecem entre os mais atingidos.
Na categoria de caminhões-tratores, os modelos Volvo FH 540 e FH 460 somaram 173 ocorrências. Veículos das marcas Scania, DAF, Mercedes-Benz, Iveco e MAN também aparecem entre os mais visados.
Entre outros tipos de veículos pesados, o levantamento cita modelos Mercedes-Benz Sprinter, semirreboques Randon e Facchini e tratores agrícolas Massey Ferguson e New Holland.
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