A secretaria Municipal de Saúde de Campinas confirmou, nesta sexta-feira (6), o primeiro caso de Mpox em 2026. O paciente é um homem de 35 anos, morador da cidade, que apresentou início dos sintomas em 3 de janeiro e foi atendido em uma unidade da rede privada da metrópole. Ele evoluiu para cura em 19 de janeiro. Segundo a Prefeitura, não há informações sobre o local de infecção.
A Administração municipal esclareceu que é falsa a informação que circula nas redes sociais afirmando que o paciente teria sido atendido no Hospital Ouro Verde e, posteriormente, encaminhado para o Hospital de Clínicas da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).
O atendimento ocorreu exclusivamente na rede privada, sem qualquer vínculo com os hospitais públicos citados.
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Saúde: 41 casos confirmados de Mpox entre 2025 e 2024
De acordo com dados da secretaria de Saúde, Campinas registrou 19 casos confirmados de Mpox em 2025 e 22 casos em 2024.
A Prefeitura também reforçou que é falsa a informação de que um jovem de aproximadamente 21 anos teria sido atendido no Hospital Ouro Verde com suspeita do vírus Nipah.
Segundo autoridades de saúde, não há registros confirmados da doença fora da Índia, o que descarta qualquer caso em Campinas ou no Brasil – clique aqui para saber mais.
O que é a Mpox
A Mpox é uma zoonose viral, ou seja, pode ser transmitida entre animais e seres humanos. A transmissão ocorre principalmente por contato próximo com fluidos corporais, lesões na pele, objetos contaminados, ou ainda por arranhões e mordidas de animais infectados.
Entre os principais sintomas estão:
- Dor de cabeça
- Gânglios inchados
- Erupções na pele
Cepas do vírus e período de incubação
Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), existem duas cepas geneticamente distintas do vírus:
- Bacia do Congo (África Central) – associada a quadros mais graves
- África Ocidental – geralmente menos grave
O período de incubação varia de 3 a 16 dias, podendo chegar a 21 dias. O diagnóstico é feito por exames laboratoriais, como teste molecular ou sequenciamento genético.
A doença, anteriormente chamada de ‘varíola dos macacos’, foi identificada pela primeira vez em 1958, em colônias de macacos, e em humanos em 1970, na República Democrática do Congo. Hoje, é considerada endêmica em países da África Central e Ocidental.
O nome foi alterado porque o vírus também pode ser transmitido por roedores, como esquilos, e outros mamíferos — inclusive o cão doméstico.
Como prevenir a Mpox
As principais medidas de prevenção incluem:
- Evitar contato direto com pessoas suspeitas ou confirmadas
- Não compartilhar objetos pessoais
- Higienizar as mãos com frequência
Em situações de risco, recomenda-se o uso de luvas e máscaras.
Vacinas disponíveis contra a Mpox
Atualmente, existem duas vacinas disponíveis contra a Mpox. A primeira é a Jynneos, produzida pela farmacêutica dinarmaquesa Bavarian Nordic e composto pelo vírus atenuado. Ela é recomendada para adultos, incluindo gestantes, lactantes e pessoas com HIV.
A Jynneos possui efeitos colaterais considerados leves, como dor no local da aplicação, vermelhidão e inchaço. Algumas pessoas ainda podem sentir dor muscular, dor de cabeça e cansaço.
O segundo imunizante é a ACAM 2000, fabricada pela americana Emergent BioSolutions e que possui diversas contraindicações e mais efeitos colaterais por ser composta pelo vírus ativo, se tornando assim menos segura.
A Mpox pode matar?
Sim, a Mpox pode levar à morte, mas a taxa de mortalidade da cepa que circula atualmente no Brasil é considerada baixa, especialmente quando comparada a variantes mais agressivas registradas em outras regiões do mundo.
Quando procurar atendimento médico
Em caso de suspeita de Mpox, a orientação é procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação, diagnóstico e acompanhamento adequados.
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