O número de atendimentos por intoxicação alimentar cresceu 40,2% na região de Campinas em 2025, segundo dados da secretaria de Estado da Saúde. No DRS-7 (Departamento Regional de Saúde 7), com sede na metrópole, foram registrados 77.638 casos entre janeiro e novembro deste ano.
No mesmo intervalo de 2024, o total foi de 55.343 atendimentos. Já em 2023, no período de janeiro a novembro, haviam sido contabilizados 25,5 mil casos ambulatoriais, o que evidencia uma alta expressiva nos últimos anos.
De acordo com a pasta, a ocorrência de intoxicação alimentar tende a aumentar nos meses mais quentes, como primavera e verão. As temperaturas elevadas favorecem a multiplicação de micro-organismos nos alimentos e ampliam o risco de armazenamento inadequado.
Entre os principais sintomas estão diarreia e vômito. A perda excessiva de líquidos pode provocar desidratação e, em situações mais graves, exigir internação hospitalar.
“O paciente começa a perder muito líquido, tanto por vômito quanto por diarreia. Não consegue ingerir, principalmente quando tem vômito. Então a gente não consegue equilibrar o organismo a quantidade de água necessária. E é aí que pode acontecer a desidratação. E uma desidratação grave pode levar a consequências sérias, perda da função renal, convulsões”, explica Hércio Cunha, médico gastroenterologista.
O especialista esclarece que a intoxicação alimentar é uma inflamação ou infecção do trato digestivo, que pode ser causada por vírus ou bactérias.
“A gente fala de intoxicação alimentar quando vem do alimento. Mas ele não necessariamente vem só do alimento. A gente pode pegar por contato via oral fecal, de pessoa para pessoa, aglomeração, mesmo familiares, crianças pequenas. Então, existem essas duas formas de contágio”, diz.
Segundo o médico, aproximadamente 95% dos casos têm origem viral. As infecções bacterianas representam parcela menor, mas costumam demandar atenção maior no tratamento.
Para evitar o problema, o gastroenterologista reforça a importância da higiene das mãos e da atenção à procedência dos alimentos e bebidas.
“Porque muitas vezes não tem cheiro, não tem sabor diferente, então a gente não sabe como aquilo lá foi armazenado até aquela hora. Às vezes pode estar em um lugar bonito, mas não sabe como estava antes, né? Então é importante saber a procedência, confiar em quem a gente está adquirindo, lavar muito as mãos, tomar cuidado com a aglomeração”, orienta.
Hércio Cunha também recomenda que pessoas com sintomas permaneçam em casa para evitar a transmissão e redobrem os cuidados ao consumir alimentos fora do ambiente doméstico.
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