A passagem de uma frente fria associada a um ciclone extratropical mantém as cidades da região de Campinas em alerta nesta sexta-feira (7). A previsão da Defesa Civil do Estado é de rajadas de vento entre 70 km/h e 90 km/h ao longo da tarde, além de pancadas de chuva que podem ocorrer de forma isolada.
No início da manhã, moradores já perceberam a mudança brusca no tempo. Por volta das 8h30, uma câmera instalada na torre da EPTV registrou a chegada de uma nuvem rolo sobre Campinas, fenômeno associado ao avanço da frente fria que se desloca do Sul para o Sudeste do país.
Apesar da intensidade registrada nas primeiras horas do dia, nenhuma cidade da região de Campinas anunciou medidas como suspensão de aulas ou interrupção de serviços públicos até o momento.
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Região de Campinas pode ter ventos de até 90 km/h
Segundo a Defesa Civil, as rajadas previstas para a região podem alcançar até 90 km/h durante a tarde desta sexta. A combinação dos ventos fortes com a chuva aumenta o risco de queda de galhos, árvores, postes e estruturas mais vulneráveis, como placas e toldos.
O Estado de São Paulo está sob influência das instabilidades provocadas pelo ciclone extratropical, mas o maior risco de temporais e ventania está concentrado no litoral e na região sul paulista.
Litoral de SP já registra estragos
Enquanto a região de Campinas segue em alerta, cidades do litoral paulista já enfrentaram os efeitos mais severos do sistema meteorológico.
Em Santos, as rajadas chegaram a 109 km/h no início da manhã, provocando queda de árvores e outros danos. O Porto de Santos ficou fechado para embarcações por quase duas horas, e as travessias de balsa entre Santos e Guarujá e entre São Sebastião e Ilhabela chegaram a ser interrompidas temporariamente, mas já foram normalizadas.
Além disso, pelo menos cinco cidades do litoral suspenderam as aulas nesta sexta-feira por causa da ventania.

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Defesa Civil monta gabinete de crise
Diante da previsão de tempo severo, a Defesa Civil do Estado instalou, na quinta-feira (6), um gabinete de crise para acompanhar a evolução das condições meteorológicas e coordenar ações em caso de ocorrências.
A orientação é que a população acompanhe os avisos oficiais e redobre os cuidados durante o período de maior intensidade dos ventos.
Veja as orientações da Defesa Civil
Com a previsão de ventania, a recomendação é:
- Evitar permanecer próximo de árvores, postes, fios de energia, placas e toldos;
- Redobrar a atenção ao dirigir, principalmente em rodovias e avenidas arborizadas;
- Se os ventos aumentarem de intensidade, procurar abrigo e evitar deslocamentos desnecessários;
- Em caso de emergência, acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
A expectativa é que as condições mais críticas ocorram ao longo da tarde desta sexta-feira, quando a frente fria avança sobre o interior paulista. A orientação é acompanhar os boletins meteorológicos e seguir as recomendações das autoridades para reduzir os riscos durante a passagem do sistema.

VIU ESSA? Frente fria traz risco de temporais e rajadas de até 60 km/h; veja previsão para o fim de semana
A chegada de uma frente fria deve mudar as condições do tempo em Campinas e região a partir desta sexta-feira (7). Segundo o Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp, há previsão de temporais, chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento que podem atingir até 60 km/h.
De acordo com o meteorologista Bruno Bainy, a instabilidade deve persistir ao longo do fim de semana com o avanço da frente fria, encerrando um período de tempo seco no interior paulista. Mesmo com a chuva, as temperaturas seguem elevadas.
Na sexta-feira, a previsão é de mínima de 18°C e máxima de 30°C, segundo o Climatempo. O risco de temporais aumenta entre a tarde e a noite, com possibilidade de chuva intensa, raios e ventos fortes. O Cepagri alerta que as rajadas podem ocorrer antes mesmo da chuva, favorecendo a queda de galhos e destelhamentos em estruturas mais vulneráveis.
No sábado (8), a chuva deve se concentrar entre a madrugada e a manhã, com melhora gradual das condições ao longo do dia. Já no domingo (9), o sol aparece entre a manhã e o início da tarde, mas a previsão indica retorno das pancadas de chuva e possibilidade de novos temporais no período da tarde e da noite.

Apesar da mudança no tempo com a frente fria, Bainy ressalta que não há previsão de ventos extremos. Segundo ele, os principais riscos estão associados às descargas elétricas, às pancadas intensas de chuva em curto intervalo de tempo e às rajadas de vento.
As temperaturas permanecem altas durante o fim de semana. As máximas podem alcançar 32°C, mantendo a sensação de calor e abafamento antes da chegada das áreas de instabilidade.
O Cepagri orienta que a população mantenha a hidratação, evite atividades físicas intensas nos períodos mais quentes do dia e acompanhe as atualizações da previsão do tempo. Os meteorologistas também reforçam o alerta para o risco de queimadas, recomendando que não sejam feitas queimadas para limpeza de terrenos, que fogueiras sejam evitadas e que bitucas de cigarro não sejam descartadas em áreas de vegetação.
Entenda como funciona Gabinete de Crise montado para acompanhar chegada de ventania em SP
A previsão de rajadas de vento de até 100 km/h, entre esta sexta-feira (7) e sábado (8), levou a Defesa Civil de São Paulo a instalar um Gabinete de Crise no CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências). A estrutura reúne órgãos públicos e empresas responsáveis por serviços essenciais para acompanhar os efeitos da mudança no tempo e acelerar o atendimento às ocorrências.
O grupo é formado por representantes do governo estadual, das concessionárias de energia elétrica, água e gás, do DER-SP (Departamento de Estradas de Rodagem), das agências reguladoras, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar Rodoviária.
Durante o período de alerta, os integrantes permanecem de plantão no CGE para compartilhar informações e coordenar medidas relacionadas a quedas de energia, bloqueios de rodovias, árvores derrubadas, destelhamentos e outros danos.
A mudança no tempo é provocada pela atuação de um ciclone extratropical na Região Sul do país, classificado como “ciclone bomba” devido à rápida intensificação. Os ventos devem ganhar força no estado de São Paulo a partir desta quinta-feira (6), com as rajadas mais intensas previstas para sexta e sábado.
Também há previsão de chuva moderada. Segundo o CGE, os acumulados devem chegar a 40 milímetros, principalmente na faixa sul do estado e na região de Sorocaba.

Como funciona o Gabinete de Crise
O Gabinete de Crise é acionado quando o Centro de Gerenciamento de Emergências identifica uma ameaça climática com potencial para colocar a população em risco.
A estrutura do Gabinete permanece mobilizada até o fim do alerta. Cada órgão ou empresa mantém representantes no local para agilizar o contato com as equipes responsáveis pelos serviços afetados.
Na prática, o modelo evita que a Defesa Civil precise localizar separadamente os responsáveis por cada setor depois que uma ocorrência já aconteceu. As demandas são comunicadas diretamente aos representantes, que acionam as próprias estruturas operacionais.
“Sempre que um risco é identificado, seja de tempestade, vendaval ou incêndios de grandes proporções, todas as instituições que atuam são imediatamente acionadas”, afirmou o coronel Reinaldo de Araújo Monteiro, chefe da Casa Militar e coordenador estadual de Proteção e Defesa Civil.
Entre as principais funções do gabinete estão:
- acompanhar as condições meteorológicas em tempo real;
- compartilhar informações sobre ocorrências;
- agilizar o envio de equipes e equipamentos;
- articular respostas para quedas de energia e interrupções de serviços;
- monitorar rodovias, aeroportos e áreas com risco de danos;
- orientar medidas de proteção à população.
Estrutura foi criada após vendaval de 2023
O modelo integrado foi utilizado pela primeira vez em novembro de 2023, após uma forte tempestade provocar quedas de árvores e deixar moradores sem energia por vários dias, principalmente na capital e na Grande São Paulo.
Desde então, o gabinete passou a ser acionado diante de previsões de fenômenos meteorológicos com potencial para provocar impactos de grande proporção.

Segundo Monteiro, o Gabinete também foi usado durante um incêndio no Instituto do Câncer que atingiu os geradores e deixou o hospital sem energia.
“O gabinete estava mobilizado e enviamos geradores para suplementar a energia e garantir que não haveria interrupção de cirurgias ou de atendimentos emergenciais”, explicou.
Quais são os riscos da ventania
A Defesa Civil alerta que as rajadas previstas para os próximos dias podem causar:
- quedas de árvores e galhos;
- destelhamentos;
- interrupções no fornecimento de energia;
- quedas de placas e outdoors;
- danos ou desabamentos de estruturas;
- bloqueios e dificuldades de tráfego;
- impactos nas operações de aeroportos;
- agitação marítima no litoral.
A orientação é evitar permanecer ou estacionar veículos perto de árvores, placas, coberturas frágeis e estruturas metálicas durante os períodos de vento forte. Objetos soltos em quintais, sacadas e varandas também devem ser guardados ou presos.
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