
O bilionário canadense do setor de hipotecas Stephen Smith concordou em comprar uma participação minoritária no The Economist Group, marcando a primeira mudança na estrutura de acionistas da tradicional revista britânica em uma década.
Smith e sua holding familiar, a Smith Financial, vão adquirir toda a participação de 26,9% detida por Lynn Forester de Rothschild, sua família e sua fundação familiar, informaram representantes das empresas em comunicados enviados por e-mail.
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O valor da transação não foi divulgado, e o acordo está sujeito a determinadas condições de fechamento. O site Horizont havia noticiado mais cedo que Smith estava buscando comprar a participação.
O negócio acrescenta mais um magnata bilionário à lista de proprietários da The Economist, que inclui a dinastia industrial italiana Agnelli e membros das famílias Cadbury e Schroder.
A revista foi fundada em 1843 pelo empresário e político escocês James Wilson, um opositor das Leis do Trigo britânicas, que restringiam a importação de grãos para beneficiar a elite local de proprietários de terra.
A publicação — que se descreve como um jornal — transformou-se com sucesso em um veículo de assinaturas digitais e é popular entre elites empresariais e políticas por suas análises longas e seu estilo bem‑informado.
A participação marca a estreia de Smith no setor de mídia, após ele construir a maior parte de sua fortuna estimada em US$ 3,6 bilhões investindo no mercado canadense de hipotecas, cofundando a financeira First National Financial e adquirindo outras credoras em meio às previsões de um colapso no mercado imobiliário.
Forester de Rothschild vinha buscando vender sua participação como parte de uma reestruturação de longo prazo de sua carteira de investimentos, conforme noticiado anteriormente pela Bloomberg.
O The Economist Group inclui a revista The Economist, o site, o aplicativo e podcasts, além da Economist Intelligence Unit, que fornece pesquisas sobre temas macroeconômicos e geopolíticos, e da organizadora de eventos Economist Impact.
O grupo emprega cerca de 1.540 pessoas em 26 países, registrou receita de 369 milhões de libras (R$ 2,5 bilhões) e lucro operacional de cerca de 48 milhões de libras no ano encerrado em 31 de março, segundo seu relatório anual de 2025.
As assinaturas cresceram 3% em relação ao ano anterior, para 1,25 milhão, impulsionadas pelas assinaturas digitais, que responderam por 85% dos novos contratos.
© 2026 Bloomberg L.P.
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