O casamento entre a Bugatti e o Grupo Volkswagen chegou ao fim após 28 anos. O fato ocorreu após a Porsche vender sua participação na marca para o consórcio HOF Capital.
A Porsche e o Grupo Rimac estabeleceram a Bugatti Rimac como uma joint venture em 2021 para abrigar a marca Bugatti. Nessa parceria, a Porsche detinha uma participação minoritária de 45%, enquanto o Grupo Rimac, 55% – a Porsche também possuía uma participação de 20,6% no Grupo Rimac.
No entanto, como parte de uma transação anunciada, a Porsche alienará integralmente suas participações acionárias na Bugatti Rimac e no Grupo Rimac para o consórcio liderado pela HOF Capital. De acordo com um comunicado emitido pela Bugatti, este consórcio inclui a BlueFive Capital como seu maior investidor, bem como grupos dos Estados Unidos e da União Europeia.
A transação está sujeita às aprovações regulatórias e a conclusão está prevista para antes do final de 2026.
Momento da Porsche
“Com a venda de nossa participação, demonstramos que a Porsche se concentrará em seu negócio principal”, afirma Michael Leiters, CEO da Porsche AG, em comunicado à imprensa, após a venda das ações da Bugatti.
A medida da Porsche está em linha com o que Leiters disse a investidores recentemente. “Vamos reposicionar a Porsche de forma abrangente, tornando a empresa mais enxuta, mais ágil e os produtos ainda mais desejáveis.”
O fato é que as ações mostram um momento de baixa da Porsche, que viu seu lucro operacional cair de 5,64 bilhões de euros em 2024 para 413 milhões de euros em 2025. “Os motivos para isso foram, entre outros, despesas extraordinárias de aproximadamente 3,9 bilhões de euros. Estas consistem no realinhamento da estratégia de produtos e na reestruturação da empresa (aproximadamente 2,4 bilhões de euros), despesas adicionais com atividades de baterias (aproximadamente 700 milhões de euros) e tarifas americanas (aproximadamente 700 milhões de euros).”

Aquisição da Bugatti pela VW
A compra da Bugatti pela Volkswagen ocorreu em 1998. Assim como as aquisições da Bentley e da Lamborghini, concluídas no mesmo ano, a Bugatti fazia parte da estratégia da companhia de se estabelecer no segmento de luxo.
Além disso, a VW visava revitalizar a Bugatti à época e ganhar prestígio, isso “aprimoraria a percepção pública da transição do Grupo Volkswagen de uma fabricante global de grande volume para uma aliança integrada de marcas com identidades individuais fortes”, conforme diz a VW em seu site. Foi sob o comando da VW que surgiram Veyron e Chiron, que por duas décadas foram referência em entrega de potência e, também, de complexidade mecânica.
