Na última edição, estávamos à espera de uma resposta da concessionária Ecovias Rio Minas, que administra a Rodovia Presidente Dutra entre Seropédica (RJ) e a capital fluminense, sobre o ressarcimento dos danos em nosso BYD Dolphin. Ele teve um pneu rasgado e a roda quebrada – um prejuízo de R$ 2.499 – por uma estrutura da via que estava caída na pista da esquerda.
A Ecovias respondeu, se negando a arcar com o prejuízo. A alegação é a de que um veículo maior derrubou a estrutura e não houve tempo para a removerem da pista, mas sem comprovação. Como prejudicados, acionamos a empresa por meio de uma notificação extrajudicial. A Ecovias não respondeu e um processo contra a concessionária sairia mais caro do que o prejuízo, pois o carro pertence a uma empresa.
No caso de um consumidor comum, com o carro registrado no próprio nome, é possível recorrer ao Juizado Especial (conhecido como “de pequenas causas”). “Neste tipo de ação, não há custas processuais a serem pagas e o processo tende a ser mais rápido. Uma ação ajuizada em São Paulo se resolveria em aproximadamente um a dois anos”, diz o departamento jurídico da Editora Abril. No caso de um processo em justiça comum, que seria o nosso caso, demoraria de 3 a 5 anos.
Para iniciar o processo, vale ter todo tipo de registro possível da situação enfrentada na rodovia e dos danos causados ao veículo. Para contestar a Ecovias, tivemos que entrar em contato por e-mail e solicitar um formulário de “solicitação de ressarcimento”, onde são descritos o evento, os danos ao veículo, o local e dados do veículo e do condutor. Junto, é necessário apresentar fotos e o boletim de ocorrência, além do comprovante de pagamento do pedágio, que no nosso caso foi um extrato da tag de cobrança automática.

A Via Dutra se tornou um bom corredor para viagens com elétricos. Todos os postos da rede Graal já têm ao menos um carregador rápido e alguns restaurantes Frango Assado também. Entre Pindamonhangaba (SP) e Parateí (SP), porém, os carregadores mais rápidos ficam no sentido Rio de Janeiro. É um trecho importante para recarregar o Dolphin e chegar com carga a São Paulo.
Pelo app PlugShare, há carregadores no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (SP). São três: dois de 90 kW e um de 150 kW. Aberto 24h, tem segurança, vendinha de comida (com preços justos) e não precisa de cadastro em app: a plataforma, que é da Incharge, é um site e aceita Apple Pay, Google Pay, cartão de crédito e Pix. Sem complicação alguma e fica em frente a um retorno.

Os novos pneus, da Delinte, vêm causando boa impressão no asfalto seco, pelo nível de ruído e conforto. Mas as chivas revelaram que eles tendem a destracionar com mais facilidade na chuva; mais do que os antigos Chaoyang que vieram de fábrica no BYD.
“Se não dosar a aceleração nas saídas, o torque imediato faz as rodas destracionarem. Isso também acontecia com os pneus antigos, mas a minha impressão é a de que os novos destracionam mais”, conta o repórter Nicolas Tavares.
BYD Dolphin – 44,627 km
| Versão | GS 180 EV |
| Motor | elétrico, diant., transversal, síncrono, 95 cv, 18,4 kgfm |
| Câmbio | automático, 1 marcha, tração dianteira |
| Revisões | até 100.000 km: grátis |
| Seguro | R$ 1.570 |
| Consumo | No mês: 4,2 km/kWh, com 61,8% de rodagem na cidade
Desde jan/24: 6,3 km/kWh, com 48,2% de rodagem na cidade |
| Carregamento | 130,6 kWh, 3h15min, R$ 294,05 |
