A secretaria de Saúde de Campinas confirmou, nesta quinta-feira (19), duas mortes por febre maculosa. Os óbitos ocorreram em 2025, mas estavam sob investigação. Os dois casos envolvem:
- Mulher, 63 anos, moradora da região do CS Santa Bárbara. Os sintomas começaram em 3 de outubro de 2025, e o óbito ocorreu em 11 de outubro. O provável local de infecção foi o ambiente domiciliar, já classificado como área de transmissão.
- Homem, 46 anos, morador da região do CS Nova América. Apresentou sintomas em 29 de outubro de 2025 e morreu em 3 de novembro. Não foi possível identificar o local provável de infecção.
Ambos foram atendidos em hospitais públicos da cidade.
A Prefeitura lamentou os óbitos e destacou que segue reforçando ações de prevenção e alerta à população sobre a importância de buscar atendimento médico nos primeiros sintomas.
Com as confirmações, Campinas soma seis casos de febre maculosa em 2025, todos com evolução para morte. Outros quatro óbitos ocorreram entre junho e julho, envolvendo dois homens (63 e 68 anos) e duas mulheres (47 e 48 anos). Em dois desses casos, a infecção ocorreu fora do município.
Como prevenir a febre maculosa
A febre maculosa é uma doença grave, causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, e transmitida pela picada do carrapato-estrela.
Segundo a secretaria de Saúde, a doença tem cura, mas o tratamento precisa ser iniciado logo nos primeiros dias de sintomas. A evolução para morte é mais comum quando há demora no diagnóstico.
Entre os principais sintomas estão:
- Febre
- Dor de cabeça
- Dor no corpo
O período entre a picada e o surgimento dos sintomas varia de 2 a 14 dias.
“Quem esteve em locais sujeitos à presença do carrapato-estrela, como áreas com vegetação, especialmente quando próximas a cursos d’água e onde há presença de capivaras, cavalos ou outros animais, deve monitorar a ocorrência de febre, que pode ser acompanhada de outros sintomas comuns a outras doenças, como dor de cabeça e dor no corpo”,
explica a bióloga Heloísa Malavasi, da secretaria Municipal de Saúde de Campinas.
A Pasta reforça que evitar o contato com o carrapato é a principal forma de prevenção. Entre as orientações estão:
- Evitar caminhar, sentar e deitar na grama e nos locais com acúmulo de folhas secas caídas. Os carrapatos se concentram em áreas de sombra;
- Evitar se aproximar de rios, lagos, lagoas e dos animais presentes no local;
- Fazer piquenique, comemoração, ensaio fotográfico e atividade física nas áreas pavimentadas;
- Utilizar roupas e calçados que cubram o corpo;
- Usar roupas claras e observar o corpo e as roupas. Se algum carrapato chegar até você será mais fácil enxergar;
- Encontrou um carrapato aderido na pele? Retire com cuidado, sem esmagar, de preferência usando uma pinça e lave o local com água e sabão;
- Em casa, tome banho quente e use bucha vegetal fazendo movimento circular. Se tiver algum carrapato na pele, a bucha ajuda a retirar;
- Ao visitar áreas verdes e parques da nossa cidade, respeite as orientações das placas de informação e, se apresentar sinais e sintomas (febre, dor no corpo, dor de cabeça) em até 14 dias, procure por um serviço de saúde e relate a situação e exposição ambiental;
- O carrapato de cachorro não é da mesma espécie do carrapato-estrela. Porém, se o seu pet frequenta área de risco, ele pode ser infestado pelo carrapato-estrela e levá-lo para casa.
A recomendação é clara: ao apresentar sintomas após frequentar áreas de risco, procurar imediatamente um serviço de saúde e informar a possível exposição.
Áreas de risco e transmissão
O carrapato-estrela é comum em gramados, matas e regiões próximas a rios, lagoas e lagos, principalmente onde há animais silvestres.
Na fase jovem — conhecida como “micuim” e “vermelhinho” — o parasita pode atingir humanos com mais facilidade, aumentando o risco de transmissão.
O período de maior risco vai de junho a novembro, quando há predominância dessas formas jovens no ambiente.
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Ações da Prefeitura e controle de capivaras
A Prefeitura de Campinas informou que mantém ações contínuas de prevenção, como palestras, visitas técnicas, capacitação de profissionais e instalação de placas de alerta em áreas de risco.
Desde setembro de 2024, o município também realiza controle reprodutivo de capivaras — animais que podem hospedar o carrapato.
A iniciativa já esterilizou quase 200 animais que vivem na Lagoa do Taquaral e no Lago do Café. Serão contemplados ainda os seguintes locais: Parque das Águas, Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, Parque Hermógenes de Freitas Leitão, Parque Linear Capivari e Parque Linear Ribeirão das Pedras. A gestão do projeto é coordenada pela secretaria do Clima, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. O projeto será ampliado para outros parques da cidade.
Além disso, a Lei Municipal 16.418/2023 determina que organizadores de eventos em áreas de risco informem o público sobre a possibilidade de transmissão da doença.
A secretaria reforça que a informação e o diagnóstico precoce são as principais armas para evitar novos casos graves e mortes.
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