Usuários de celulares Android que residem nas áreas afetadas pelos fortes terremotos que atingiram a Venezuela, na última quarta-feira (24), receberam alerta na tela do aparelho avisando que a terra estava prestes a tremer momentos antes do fenômeno, conforme relatos nas redes sociais. A notificação faz parte de um recurso nativo do sistema operacional do Google.
Prints de tela compartilhados no X e em outras plataformas mostram as mensagens enviadas pelo Android, informando que o tremor de terra estava próximo de acontecer. O texto aponta a magnitude estimada do sismo e também a localização, informações que funcionam como um aviso para sair de edificações e se abrigar em um local seguro.
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Como funciona o sistema de alerta de terremoto do Android?
Originalmente chamado Android Earthquake Alerts System, o recurso transforma os smartphones em mini sismógrafos, formando a “maior rede móvel de detecção de terremotos do mundo”, segundo o Google. A empresa esclarece que a tecnologia não prevê os sismos.
- A ferramenta é baseada em sensores presentes nos dispositivos móveis, como o acelerômetro, para detectar as primeiras ondas sísmicas;
- Caso uma maior quantidade de aparelhos na mesma zona registre o movimento, simultaneamente, essas informações passam por análise anônima para confirmar o fenômeno;
- Depois da validação, o mecanismo calcula a localização e a magnitude instantaneamente, enviando a notificação para quem está na região que será afetada;
- Essa tecnologia recebe atualizações frequentes, inclusive aprimoramentos com IA, para ficar cada vez mais precisa e veloz.
De acordo com a gigante de Mountain View, o alerta sísmico do Android tem cobertura de aproximadamente 2,5 bilhões de pessoas e já detectou mais de 18 mil terremotos. A função está disponível nas configurações do aparelho, na opção “Segurança e Emergência”, bastando ativar “Alertas de terremoto”.
“Neste recente e triste episódio na Venezuela, o sistema funcionou conforme o esperado, permitindo que muitas pessoas recebessem o aviso alguns segundos antes de sentir o movimento mais forte”, afirmou a conta oficial do Google em espanhol no X.
Vários países anunciaram o envio de equipes de resgate e se prontificaram a ajudar a Venezuela, entre os quais o Brasil. Empresas também estão envolvidas nos esforços, como a Starlink, que ofereceu acesso gratuito à internet nas áreas afetadas durante 30 dias.
