Montar um computador em 2026 está extremamente complicado por conta do aumento crescente no preço dos componentes. Porém, decidimos montar um PC de até R$ 7 mil para rodar games atuais e aplicativos para produção de conteúdo, como aplicativos para edição de vídeos, trabalho e streaming.
Conseguimos? Sim, mas foi no limite. E fica o aviso de sempre: o mercado brasileiro é volátil demais, então os preços citados nesta matéria certamente vão variar conforme a data que você ler este conteúdo. A dica é sempre pesquisar o melhor valor em inúmeras lojas e aproveitar grandes promoções para economizar.
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Processador e Cooler
Para a CPU, nós precisávamos de um chip que desse sustentação para a edição sem engasgar e que não comprometesse em jogos pesados. Por isso, a escolha foi o Intel Core i5-14600KF.
Ele é um processador lançado no final de 2023, ainda na arquitetura de 10 nanômetros da Intel, mas que hoje, custando na faixa dos R$ 1.500 ou menos em promoção, entrega um custo-benefício bruto absurdo. São 14 núcleos híbridos e 20 threads. Essa estrutura permite boa robustez para quem edita vídeos no Premiere ou faz streaming, porque os núcleos de eficiência seguram o sistema enquanto os de performance empurram a tarefa principal.
Em jogos, ele se posiciona de forma excelente no segmento intermediário, batendo de frente e superando opções populares como o Ryzen 7 5700X. Além disso, ele nos dá flexibilidade de plataforma, permitindo usar memórias DDR4 para economizar, e foi exatamente o que fizemos aqui.
O ponto de atenção sobre esse produto é que ele é potente e, consequentemente, esquentadinho. A 14ª geração da Intel trouxe bons produtos, mas que possuem um nível de consumo energético alto demais, então é muito indicado que o usuário tenha um bom sistema de resfriamento disponível.
Para domar esse chip sem perder desempenho, eu adicionei o water cooler Deepcool LT240. Esse é um modelo de 240mm com desempenho térmico mais que suficiente para segurar o Core i5. Como ele é compacto, cabe na maioria dos gabinetes atuais e ainda tem um bom esquema de iluminação RGB.

Placa-mãe e memórias
A escolha da placa-mãe foi difícil. Com a alta dos preços, muita gente correu para o ecossistema DDR4 e os estoques estão flutuando muito. Escolher um sistema DDR5 é praticamente inviável se a intenção é pagar menos. Para equilibrar a conta, eu indico a MSI PRO B760M-P.

Ela é uma placa micro-ATX de entrada, sem grandes dissipadores, é verdade. Mas entrega o que precisamos: quatro slots de memória RAM para upgrades futuros e dois slots M.2 PCIe, dos quais um deles é 4.0. Na conectividade, são quatro portas USB 3.2, incluindo uma Tipo-C, garantindo boa velocidade para transferir arquivos de câmeras e drives externos.
Quando o assunto são as memórias, começamos a entrar no ponto crítico da crise atual. Para fechar a conta em R$ 7 mil, escolhemos dois módulos de 8GB da XPG, com o modelo Gammix D35 DDR4 de 3200MHz, totalizando 16GB.
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A regra de ouro é comprar dois pentes de 8 GB para habilitar o dual-channel. Sem isso, a comunicação com o processador é cortada pela metade e seu desempenho despenca. 16GB é o ponto de partida para jogar e editar em Full HD. Se o seu foco for projetos pesados em 4K no futuro, já se programe financeiramente para pular para 32GB.
Armazenamento
Armazenamento é outro componente que encareceu assustadoramente e não dá indícios de que haverá uma retração no preço. Como o foco da montagem é produtividade e o armazenamento de jogos modernos pesados, não dá para economizar demais. Escolhemos direto o Kingston NV3 de 1 TB.
O NV3 custa na casa dos R$ 900 hoje, mas entrega velocidades de leitura e escrita muito boas. É aqui que o seu sistema operacional, seus softwares de edição e os principais jogos vão ficar.
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Já que o foco também é editar vídeos, você vai precisar de um HD para guardar todo esse conteúdo. Como SSDs SATA estão muito caros, o ideal é pegar um HD clássico de 1 TB e o modelo WD10JPVX é um dos mais baratos para a tarefa. Vai funcionar bem para guardar arquivos brutos.
Placa de vídeo
Agora a gente chegou na parte mais complicada e cara. Desde o início do ano, as placas de vídeo aumentaram consideravelmente de preço, mas felizmente ainda dá para fazer umas recomendações razoáveis. O modelo que eu acho mais interessante é a GeForce RTX 5060, principalmente se você encontrar ela próxima dos R$ 2.000.
Não é a escolha mais barata, mas é a que parece proporcionar o melhor custo-benefício. Ela vai entregar uma gameplay maneira com tudo no alto ou ultra a 60 FPS e ainda tem suporte ao DLSS 4.5 com geração de quadros por IA. Na produção de conteúdo ela também vai aguentar bem, principalmente se você quer editar vídeos curtos ou projetos maiores em Full HD.

A limitação óbvia aqui são os 8GB de VRAM, mas para subir para modelos de 16GB nesta geração, o salto de preço estouraria completamente o teto dos R$ 7 mil. No cenário atual, a 5060 é o ponto ideal de equilíbrio, mas vale ficar de olho na Radeon RX 9060 XT, que por vezes aparece um pouco mais barata.
Gabinete e fonte de alimentação
Essa nossa montagem não consome tanta energia, então a fonte não vai ser um problema. Como os preços têm sido mais baixos para esse componente, eu gosto de recomendar a MSI MAG A650BN, que tem potência de 650W, design modular e selo 80 Plus Bronze. É um bom modelo vendido por valores muito justos.
Para o gabinete, a gente não precisa inventar muita coisa e eu vou indicar direto o Aigo Darkflash DS9000 Air. Esse é um gabinete grande, bem espaçoso e que já vem com três ventoinhas incluídas. O bom é que ele suporta water coolers de até 360 mm, caso você queira um no futuro, e pode acomodar placas de vídeo de até 425 mm. Esse é outro bom produto encontrado por preços baixos.

O PC de R$ 7 mil é bom mesmo?
Com a conclusão da montagem, o PC para rodar games e editar conteúdos fica em uma faixa transitória entre R$ 7 mil e R$ 7,5 mil. Os preços variam muito, então é bom considerar essa margem de erro de pelo menos R$ 500 para não ser muito surpreendido com as variações.
Ao montar essa máquina, será possível rodar os principais games atuais e futuros lançamentos sem problemas, com qualidade alta, resolução Full HD e a 60 FPS. Aos profissionais, esse hardware vai garantir uma boa estabilidade para criar conteúdo e editar uma boa gama de vídeos sem travamentos.
Por falar em computadores, a Microsoft revelou que planeja otimizar o Windows 11 para reduzir o consumo exagerado de memória RAM. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
