
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) não compareceu ao interrogatório convocado pelo Supremo Tribunal Federal, na tarde desta terça-feira (14), na ação penal por coação no curso do processo. Com a ausência, o caso poderá prosseguir para as fases finais que antecedem o julgamento.
Eduardo é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de ter atrapalhado, de forma intencionada, o processo judicial que julgava a tentativa de golpe de estado praticada por seu pai, Jair Bolsonaro, e integrantes da trama golpista em 2022.
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Na visão da PGR, a busca do ex-deputado em solicitar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levantasse sanções contra o Brasil caso Jair não fosse absolvido configura tentativa de obstrução.
O interrogatório desta tarde faz parte da etapa de instrução do processo, na qual os réus e testemunhas são ouvidos pela justiça. Na fase anterior, Eduardo também optou por não se manifestar e não indicou uma defesa formal no Brasil enquanto vive em autoexílio nos EUA.
Finalizada a fase de oitiva, o relator do processo, o ministro Alexandre de Moraes, abrirá o prazo legal para que sejam anexadas as alegações finais da PGR e da defesa de Eduardo, que pela ausência de indicação está sendo representado pela Defensoria Pública da União.
Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde o ano passado e perdeu o mandato na Câmara dos Deputados pelo excesso de faltas nas sessões deliberativas da Casa. Como não foi localizado para receber a notificação do processo pessoalmente, o ex-parlamentar foi citado por edital, comunicado da ação penal por meio de uma publicação oficial.
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