
O Comando Central dos EUA confirmou nesta quarta-feira (15) que o bloqueio aos portos iranianos está “plenamente implementado” e que as forças americanas mantêm superioridade marítima no Oriente Médio. Nas primeiras 24 horas de operação, oito petroleiros obedeceram a ordens das forças americanas para reverter o curso, sem que nenhuma interdição física tenha sido reportada. Mais de 20 navios comerciais cruzaram o Estreito de Ormuz recentemente, uma melhora no fluxo pelo ponto de passagem estratégico.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que as negociações entre EUA e Irã devem ser retomadas. O primeiro-ministro do Paquistão, mediador central do processo, está em rota por uma série de reuniões com líderes regionais, com visitas programadas à Arábia Saudita, ao Qatar e à Turquia.
Já Donald Trump afirmou em uma série de entrevistas concedidas nas últimas 24 horas que a guerra com o Irã está “perto do fim” e sinalizou que uma nova rodada de negociações de paz pode ocorrer nos próximos dias no Paquistão.
Nos bastidores do bloqueio, um jogo de gato e rato já está em curso entre a frota-sombra iraniana e as forças americanas. Segundo informações do Wall Street Journal, um petroleiro de propriedade chinesa sancionado pelos EUA, o Rich Starry, saiu brevemente pelo Estreito de Ormuz na terça-feira antes de fazer uma inversão de curso no Golfo de Omã, área onde os EUA operam para fazer cumprir o bloqueio, e retornou à borda oriental do Golfo Pérsico, próximo à costa iraniana.
Segundo a Lloyd’s List Intelligence, a embarcação estava falsificando seu sistema de identificação automática entre 3 e 14 de abril, período em que teria tido oportunidade de carregar carga iraniana de forma encoberta. Ao transitar na terça, o navio registrou como ponto de origem a costa dos Emirados Árabes Unidos.
No âmbito diplomático, a China negou ter fornecido apoio militar ao Irã e ameaçou retaliar caso os EUA imponham tarifas com base no que chamou de alegações “puramente fabricadas”. “Se os EUA avançarem com aumentos tarifários sobre a China com base nessas acusações, a China responderá com contramedidas”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, em publicação no X.
O líder chinês Xi Jinping fez nesta terça-feira seus primeiros comentários públicos sobre a guerra, pedindo respeito ao direito internacional e à integridade territorial dos países do Golfo, segundo a agência estatal Xinhua. Trump e Xi devem se reunir em Pequim no próximo mês, depois de terem adiado a cúpula em razão do conflito com o Irã.
Trump havia dito no domingo à Fox Business que, apesar de relatos sobre o envio de mísseis chineses ao Irã, duvidava que Pequim tivesse agido assim, mas deixou a ameaça no ar: “Se os pegarmos fazendo isso, eles recebem uma tarifa de 50%, o que é uma quantia assombrosa.“
(com agências internacionais)
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