
No 41º dia de conflito e no 2º dia de cessar-fogo, a situação no Oriente Médio segue tensa, com as negociações ameaçadas principalmente pelas ações israelenses no Líbano.
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou nesta quinta-feira (9) que os ataques israelenses ao Líbano violam o acordo de cessar-fogo e tornam as negociações sem sentido.
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Durante a noite e ao amanhecer, Israel lançou novos ataques ao Líbano. Os israelenses também afirmam ter matado Ali Yusuf Harshi, secretário e sobrinho de Naim Kassem, líder do grupo extremista Hezbollah.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse em entrevista à NBC News que pediu ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que “pegue mais leve” nos ataques ao Irã.
Na mesma entrevista, Trump afirmou estar “muito otimista” em relação a um acordo com o Irã. Ele disse também que as Forças Armadas americanas continuarão posicionadas ao redor do país até que o acordo de cessar-fogo seja integralmente cumprido.
Outro sinal de que as conversas entre Estados Unidos e Irã estão ameaçadas é o fato de o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, ter apagado uma publicação no X em que anunciava a chegada de uma delegação iraniana a Islamabad para o encontro com os EUA.
Negociações Israel-Líbano
Um funcionário do Departamento de Estado dos Estados Unidos informou à AFP que conversas entre Israel e Líbano acontecerão em Washington, DC, na próxima semana, mas nada foi confirmado oficialmente.
Nesta quinta, Netanyahu disse pela primeira vez que Israel quer iniciar conversas de paz com o Líbano “o mais rápido possível”. Mesmo assim, ele segue afirmando que o cessar-fogo atual não inclui o Líbano, contrariando a posição do Paquistão, mediador da proposta.
Uma autoridade libanesa disse à Reuters que o país passou o último dia defendendo um cessar-fogo que permita conversas com Israel. Segundo ele, essa seria uma “via separada, mas com o mesmo modelo” das negociações entre EUA e Irã.
Porém, o parlamentar do Hezbollah Ali Fayyad afirmou que o grupo rejeitou negociações diretas com Israel e que o governo libanês deveria exigir um cessar-fogo como pré-condição antes de qualquer outra medida ser tomada.
Números da guerra
- Mais de 3.000 iranianos foram mortos desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, segundo dados do chefe forense do Irã à mídia estatal.
- Ao menos 303 pessoas morreram no Líbano nos últimos ataques israelenses, de acordo com o Ministério da Saúde.
- Com isso, o total de mortos chega a 1.888. Outras 6.092 pessoas ficaram feridas no conflito, sendo 1.150 somente nos últimos dias.
Estreito de Ormuz
Em meio a isso, o Estreito de Ormuz permanece com baixíssima circulação de embarcações, ainda que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, tenha afirmado que haverá uma “nova fase” na gestão da passagem.
O vice-chanceler do país, por sua vez, reforçou a postura de condicionar a reabertura do Estreito de Ormuz ao fim dos bombardeios no Líbano.
Mesmo com uma eventual reabertura, o Irã não deve liberar a passagem de mais de 15 navios por dia, segundo informou uma autoridade sênior à agência de notícias russa Tass.
Após muitas críticas do presidente Trump e a ameaça de deixar a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), o secretário-geral da aliança, Mark Rutte, disse que países da União Europeia se comprometerão a ajudar na liberação do estreito, caso seja necessário.
Rutte também teria informado alguns países de que Trump quer, nos próximos dias, compromissos concretos de ajuda para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, reportaram diplomatas europeus à Reuters.
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