
No 46º dia do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, houve pouco avanço nas negociações de paz, e o foco continua na passagem de navios pelo Estreito de Ormuz.
Esta terça-feira (14) é oficialmente o segundo dia do bloqueio americano. O Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) afirmou que nenhuma embarcação conseguiu cruzar o estreito nesse período.
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No entanto, dados de uma plataforma de monitoramento indicam que ao menos nove embarcações comerciais passaram pelo Estreito de Ormuz, incluindo navios sob sanções dos EUA por ligações com o Irã.
Segundo o Wall Street Journal, o Irã se antecipou à ofensiva americana e montou uma reserva expressiva de petróleo fora do Golfo Pérsico. Isso significa, de acordo com a publicação, que o país pode resistir por semanas ou até meses ao bloqueio de Ormuz.
Ainda assim, Teerã avalia uma pausa de curto prazo nos embarques pelo estreito para evitar testar o bloqueio naval dos EUA e comprometer uma nova rodada de negociações de paz, segundo a Bloomberg.
Nova rodada
O Paquistão propôs sediar uma nova rodada de negociações entre Estados Unidos e Irã em Islamabad nos próximos dias, antes do fim do prazo do cessar-fogo de duas semanas.
Em entrevista ao jornal New York Post, o presidente dos EUA, Donald Trump, indicou que a nova rodada de conversas pode ocorrer dentro de dois dias. Já o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse que a retomada das negociações é “altamente provável”. “A indicação que temos é que é altamente provável que essas negociações sejam retomadas”, afirmou a jornalistas, defendendo também a continuidade do cessar-fogo.

Conversas entre Israel e Líbano
No outro front da guerra, representantes de Israel e Líbano se reuniram em Washington. Os dois lados relataram discussões positivas, mas um plano de paz ainda é incerto.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, expressou esperança em um acordo por meio de comunicado e afirmou que a paz não voltará ao sul do país enquanto Israel ocupar o território.
Mais cedo, antes do início das conversas nos EUA, chanceleres de 17 países pediram que as partes “aproveitem a oportunidade”. “Negociações diretas podem abrir caminho para trazer segurança duradoura para o Líbano e Israel, bem como para toda a região”, dizia a nota conjunta.
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