Um antigo colaborador da fabricante Samsung foi condenado na Coréia do Sul por entregar segredos corporativos para uma concorrente da China. A informação é da Reuters, com base na decisão dos tribunais do país.
De acordo com a reportagem, um homem de 56 anos identificado somente como “Jeon” terá que cumprir a pena de sete anos de prisão por violar uma lei nacional de proteção às informações industriais.
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Outras nove pessoas foram denunciadas em 2025 sob a mesma acusação de vazar informações sigilosas e importantes sobre o processo de fabricação de componentes para uma marca chinesa. Até agora, a pena de Jeon foi a única oficializada e as empresas envolvidas não se manifestaram sobre o caso.
A acusação contra o engenheiro
- O caso aconteceu por volta de 2022. Ele envolve o vazamento proposital de cerca de 600 tecnologias e processos de fabricação de chips de memória DRAM, uma das especialidades da Samsung;
- A companhia que recebeu os materiais é a ChangXin Memory Technologies (CXMT), uma marca chinesa que na época tinha pouco destaque no mercado. Os conteúdos teriam sido anotados manualmente pelo engenheiro;
- Jeon deixou a Samsung para trabalhar na CXMT e teria recebido 2,9 bilhões de won (ou aproximadamente 9,7 bilhões) ao longo de seis anos como compensação pelo trabalho realizado, além de opções de compra de ações da marca;
- As informações teriam ajudado a marca chinesa a acelerar o desenvolvimento interno de novos chips de memória, especificamente modelos de altas velocidades com arquitetura HBM2 de 10 nanômetros;
- O grande fator que levou a denúncia a ser aceita nos tribunais é o argumento de que a Samsung potencialmente perdeu uma grande quantidade de receita para a CXMT, que teria virado uma alternativa viável para contratos de produção de DRAM e “roubou” prováveis clientes;
A demanda por memórias de grande desempenho é o principal fator que resultou na atual crise de componentes eletrônicos, com pedidos de empresas de inteligência artificial (IA) priorizados e menor espaço nas fábricas para encomendas para uso em eletrônicos, como PCs e celulares. Os problemas de estoque e a alta no preço de produtos pode durar até o fim da década, segundo projeções mais pessimistas.
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