Se você acompanha Jujutsu Kaisen e chegou na terceira temporada com aquela sensação de “espera, o que está acontecendo?”, saiba que não está sozinho.
O arco do Jogo do Abate, ou Culling Game, no original, é um dos mais densos e elaborados de toda a série, cheio de regras, estratégias e personagens novos entrando em cena de uma vez só. Mas calma: a gente explica tudo.
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Para quem ainda está se situando, Jujutsu Kaisen é um dos animes mais populares dos últimos anos, e a terceira temporada mergulha de cabeça em um dos seus arcos mais celebrados pelos fãs.
No centro de tudo está Kenjaku, um dos vilões mais perturbadores da franquia, que orquestrou um torneio mortal com um objetivo assustadoramente ambicioso: forçar a evolução da humanidade por meio da energia amaldiçoada.
O que é o Jogo do Abate e como ele começou
O Culling Game é, essencialmente, um battle royale de feiticeiros (e não-feiticeiros) espalhados por dez colônias distribuídas pelo Japão.
Cada colônia é isolada por uma barreira, e todos os que entram nela são automaticamente considerados participantes do jogo.
O evento foi desencadeado na noite de 31 de outubro, quando Kenjaku ativou em massa o despertar de técnicas amaldiçoadas em pessoas comuns, criando um fluxo constante de novos jogadores involuntários.
O que torna o Jogo do Abate ainda mais cruel é que ele não foi pensado apenas como um espetáculo de violência. Kenjaku usa o torneio como um mecanismo de seleção natural: os mais fortes sobrevivem, evoluem e, no processo, alimentam um plano muito maior.
Para entender melhor o contexto, vale lembrar que a terceira temporada de Jujutsu Kaisen trouxe uma série de novos personagens que entram justamente por esse caminho, feiticeiros antigos reencarnados em corpos modernos, prontos para causar o caos.
As 10 regras do Culling Game explicadas
Regra 1 — Todo feiticeiro deve entrar em uma colônia em até 19 dias
Qualquer pessoa que desperte uma técnica amaldiçoada após a ativação de Kenjaku tem exatamente 19 dias para escolher uma das dez colônias e declarar sua participação no jogo.
Não há negociação. Isso inclui personagens como Tsumiki Fushiguro, irmã de Megumi, que foi marcada por Kenjaku e se tornou jogadora mesmo sem ser uma feiticeira de verdade.
Regra 2 — Quem descumprir a Regra 1 perde sua técnica
A punição por não cumprir o prazo é severa: o jogador tem sua técnica amaldiçoada revogada. Parece simples, mas as técnicas estão intrinsecamente ligadas ao cérebro e à alma de quem as possui. Removê-las não é apenas perder um poder, é sofrer danos irreparáveis que levam inevitavelmente à morte.
Regra 3 — Entrar em uma colônia equivale a aceitar o jogo
Não-jogadores que cruzam voluntariamente a barreira de uma colônia são automaticamente considerados participantes. Não importa se são feiticeiros ou não.
A única exceção são as pessoas que já estavam dentro da área quando a barreira foi ativada. Essas podem sair livremente. Mas qualquer um que entre por conta própria depois disso está dentro do jogo, sem volta.
Regra 4 — Pontos são ganhos ao eliminar outros jogadores
O Jogo do Abate funciona com um sistema de pontuação. Cada jogador recebe um shikigami ao entrar na colônia, que serve como uma espécie de placar pessoal. Ao eliminar outro participante, o jogador acumula pontos e é essa corrida por pontuação que transforma o torneio em um ciclo implacável de combates.
Regra 5 — Nem todas as vidas valem o mesmo
Aqui fica evidente o quanto Kenjaku despreza os não-feiticeiros: cada feiticeiro eliminado vale 5 pontos, enquanto um não-feiticeiro vale apenas 1.
Além disso, o mestre do jogo pode atribuir valores diferenciados dependendo do nível de cada jogador, ou seja, derrotar um feiticeiro extremamente poderoso pode render muito mais do que os 5 pontos padrão.
Regra 6 — Com 100 pontos, é possível propor uma nova regra
Esse é o ponto que muda completamente a dinâmica estratégica do Culling Game. Qualquer jogador que acumule 100 pontos pode negociar com o mestre do jogo para adicionar uma nova condição ao torneio.
É exatamente por isso que Yuji Itadori e Megumi Fushiguro entram no jogo: o objetivo deles é acumular pontos suficientes para criar uma regra que permita a Tsumiki sair com segurança.
Regra 7 — O mestre do jogo pode rejeitar novas regras
Nem tudo é permitido. O mestre do jogo tem o poder de recusar qualquer proposta que comprometa significativamente a continuidade do Culling Game.
Isso significa que ninguém pode simplesmente ganhar 100 pontos e propor “encerrar o jogo”. As novas regras precisam ser inteligentes, criativas e, acima de tudo, estratégicas, o que adiciona uma camada de xadrez a um torneio que já é brutal por natureza.
Regra 8 — Jogadores que ficarem 19 dias sem pontuar perdem sua técnica
Assim como há um prazo para entrar no jogo, há um prazo para continuar jogando. Se um participante ficar 19 dias sem registrar nenhuma mudança em sua pontuação, seja ganhando ou recebendo pontos, sua técnica amaldiçoada é revogada. Isso elimina qualquer possibilidade de simplesmente se esconder e esperar o jogo acabar.
Regra 9 — Jogadores podem ver informações sobre os outros participantes
Adicionada por Hajime Kashimo, um dos feiticeiros mais poderosos e perturbadores do arco, essa regra permite que qualquer jogador consulte a pontuação, o número de regras adicionadas e a colônia atual de qualquer outro participante.
O objetivo de Kashimo era bem específico: encontrar Ryomen Sukuna, o único adversário que ele considerava digno de um confronto real.
Regra 10 — Jogadores podem transferir pontos entre si
Proposta por Hiromi Higuruma, um advogado que se tornou um dos personagens mais interessantes do arco, essa regra permite que jogadores transfiram pontos para outros participantes.
A motivação foi diretamente ligada ao caso de Yuji: Higuruma reconheceu que as mortes do Incidente de Shibuya foram causadas por Sukuna, não por Yuji, e que condená-lo seria uma injustiça.
Ao transferir um ponto para Yuji, ele garantiu que nenhum dos dois perdesse sua técnica nos próximos 19 dias.
Por que o Culling Game é tão especial dentro de Jujutsu Kaisen
O Jogo do Abate não é apenas um torneio de batalhas, é um sistema projetado para ser quase impossível de vencer de forma justa.
Cada regra foi pensada para forçar os participantes a lutar, matar e evoluir. E o mais fascinante é que o próprio sistema pode ser subvertido pelos jogadores mais inteligentes, como demonstram as regras adicionadas ao longo do arco.
Se você quer saber por que Jujutsu Kaisen merece toda a atenção que recebe, o Culling Game é um dos melhores argumentos: ele combina ação intensa, dilemas morais genuínos e uma construção de mundo que recompensa quem presta atenção nos detalhes.
E o melhor ainda está por vir: a quarta temporada de Jujutsu Kaisen já foi confirmada, o que significa que essa história está longe do fim. As três temporadas de Jujutsu Kaisen estão disponíveis na Crunchyroll.
Quer entender como a terceira temporada fecha seu ciclo antes de tudo isso? Confira como termina Jujutsu Kaisen temporada 3 com o final explicado e fique por dentro de tudo.
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