Os servidores técnico-administrativos da Unicamp decidiram nesta quinta-feira (2) terminar a greve iniciada em 11 de maio. O retorno às atividades está marcado para segunda-feira (6).
A decisão foi tomada em assembleia, depois de semanas de negociação com a reitoria. Nesta sexta-feira (3), às 15h, representantes da universidade e do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU) farão uma reunião para fechar os ajustes finais do acordo e definir os grupos de trabalho que vão tratar das pautas específicas da categoria.
Unicamp ofereceu reajuste de 3,92%
A proposta aprovada prevê reajuste salarial de 3,92%, retroativo a maio, além de mudanças nos benefícios. O vale-alimentação deve passar de R$ 1.950 para R$ 2.000 por mês, com equiparação ao valor pago pela Unesp. Já o vale-refeição deve subir de R$ 43 para R$ 50 por dia, com retroativo a junho.
O auxílio-saúde também faz parte do pacote e poderá chegar a R$ 990 mensais a partir de janeiro de 2027, sem retroatividade, caso a arrecadação estadual atinja o desempenho previsto.
Reunião do Consu
Na próxima terça-feira, (7), o Conselho Universitário (Consu) deve se reunir para aprovar os reajustes. A expectativa é de que a decisão formalize o fim do impasse entre a reitoria e os servidores.
Segundo o diretor-executivo de Sustentabilidade e membro da comissão de negociação, Roberto Donato, a proposta buscou conciliar as reivindicações da categoria com as limitações orçamentárias da universidade.
“A Reitoria reconheceu as dificuldades enfrentadas pela categoria e buscou avançar tanto na valorização dos benefícios quanto na construção de uma agenda para discutir as pautas específicas dos servidores”, afirmou.
Outras categorias
Após cerca de 25 dias de paralisação, professores e estudantes da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) encerraram a greve no dia 12 de junho.
O fim do movimento dos docentes foi aprovado em assembleia extraordinária, após a categoria aceitar a nova proposta de reajuste salarial de 3,92%, definida um dia antes em negociação entre o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas) e o Fórum das Seis, que representa docentes, servidores e estudantes das universidades estaduais paulistas e do Centro Paula Souza.
Já os estudantes anunciaram, em assembleia geral, o encerramento da greve após avaliarem que a maior parte de suas reivindicações foi contemplada pela universidade.
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O que a Unicamp propôs aos estudantes?
A reitoria da Unicamp apresentou uma lista de compromissos ao movimento estudantil após uma mesa de negociação. As propostas foram apresentadas 25 dias após o início das paralisações dos cursos do campus de Campinas.
Entre os principais pontos estão:
Permanência e Moradia Estudantil:
- Investimentos em moradia estudantil nos campi de Campinas e Limeira;
- Constituição de grupo de trabalho para discutir alternativas de moradia estudantil em Limeira;
- Aperfeiçoamento das discussões relativas às bolsas e aos auxílios de permanência.
Mobilidade, Infraestrutura e Convivência:
- Ações voltadas ao aprimoramento do transporte estudantil e da mobilidade entre campi;
- Ampliação e qualificação de espaços destinados à convivência, representação estudantil e atividades comunitárias;
- Continuidade dos investimentos em infraestrutura e acessibilidade.
Acolhimento, Inclusão e Apoio Estudantil:
- Ampliação das equipes de apoio psicossocial;
- Reforço das estruturas de acolhimento, enfrentamento às violências e promoção da inclusão;
- Instituição de mecanismos de acompanhamento voltados às políticas de diversidade, acessibilidade e permanência.
Programas e Participação Estudantil:
- Constituição de grupos de trabalho para o aperfeiçoamento dos programas ProFIS e ProFIIVI;
- Avanço das discussões relacionadas à representação estudantil e ao acompanhamento das políticas de permanência.
Segundo a universidade, os compromissos foram definidos com base em análises de viabilidade acadêmica, administrativa e orçamentária.

Quais as principais reinvindicações dos estudantes?
O movimento estudantil afirma que a greve busca “dignidade para morar, estudar e trabalhar”. Entre as principais reinvindicações, estão:
- bolsas e ações para garantir permanência;
- melhorias no transporte dentro e entre os campi;
- acesso a serviços de saúde especializada e mental;
- implantação do Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVES) em Limeira (já existente em Campinas);
- espaço físico para centros acadêmicos e diretórios;
- fim da terceirização de serviços;
- contra a autarquização do Hospital de Clínicas.
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