O Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo (Ipem-SP) identificou irregularidades em 43 veículos utilizados no transporte de botijões de gás de cozinha (GLP) durante uma operação de fiscalização realizada nesta semana em Campinas, Paulínia e Americana. A ação teve como objetivo verificar as condições de segurança dos veículos e o cumprimento das normas exigidas para o transporte do combustível.
Ao todo, a operação fiscalizou 68 veículos em 30 empresas de envasamento e distribuição de gás. Segundo o Ipem-SP, 43 caminhões estavam sem o Certificado de Inspeção de Segurança válido, documento obrigatório para esse tipo de transporte.
No primeiro dia da operação, foram registradas 19 irregularidades em Paulínia. Já no segundo dia, outras 24 infrações foram encontradas em empresas localizadas em Paulínia, Campinas e Americana.
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Tacógrafos também apresentaram irregularidades
Além da inspeção dos veículos, as equipes do Ipem-SP verificaram 68 cronotacógrafos, equipamento obrigatório em veículos de transporte de cargas e passageiros.
Durante a fiscalização, sete equipamentos apresentaram irregularidades por estarem com o certificado de verificação vencido. Cinco casos foram registrados no primeiro dia da operação e outros dois no segundo.
Conhecido popularmente como tacógrafo, o equipamento registra informações como velocidade, distância percorrida e tempo de direção e descanso do motorista, sendo considerado um importante mecanismo para a segurança viária e a prevenção de acidentes.
Fiscalização busca garantir segurança no transporte de botijões de gás
Segundo o Ipem-SP, a operação tem como foco verificar se os veículos utilizados no transporte de GLP fracionado atendem às exigências de segurança previstas na legislação. Durante as inspeções, são analisados os certificados dos veículos e das carrocerias, além das condições de conservação, manutenção e funcionamento dos equipamentos utilizados na atividade.
O transporte de botijões de gás exige cuidados específicos por se tratar de um produto inflamável, com risco de explosão em caso de acidentes ou falhas nas condições de transporte.
Empresas podem ser multadas em até R$ 1,5 milhão
De acordo com o Instituto, quando são constatadas irregularidades, os responsáveis são autuados e podem responder por infrações relacionadas à ausência dos certificados obrigatórios, às condições inadequadas dos veículos e carrocerias ou a problemas nos cronotacógrafos.
As empresas têm prazo de 10 dias úteis para apresentar defesa. Segundo o Ipem-SP, as multas podem chegar a R$ 1,5 milhão, dependendo da gravidade da infração.
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VOCÊ VIU? Multas: falta de licenciamento lidera ranking de infrações na região; veja ranking
A falta de licenciamento do veículo foi a infração que mais gerou multas na região de Campinas entre janeiro e junho deste ano. Segundo dados do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), quase 6 mil autuações foram aplicadas a motoristas flagrados com a documentação irregular em 25 cidades da área da Superintendência de Campinas.
Apesar de o total de multas ter caído em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registradas cerca de 24 mil autuações, os números continuam elevados. No primeiro semestre deste ano, o Detran aplicou 19,5 mil multas na região, 4,700 a menos do que no mesmo intervalo de 2025.
Ranking de multas no 1º semestre
- Sem licenciamento – 5.696
- Falta do cinto de segurança – 4.818
- Uso de telefone celular – 3.488
- Sem habilitação – 2.840
- Calçado impróprio – 2.660

Mudanças no ranking
No ano passado, o cenário era diferente. A infração mais comum era dirigir sem cinto de segurança, com 7,1 mil multas, seguida pela falta de licenciamento, com 6,3 autuações. Confira:
- Falta do cinto de segurança – 7.157
- Sem licenciamento – 6.381
- Uso de telefone celular – 4.651
- Sem habilitação – 3.175
- Calçado impróprio – 2.889
Risco e prejuízo
O advogado Oswaldo Redaelli Filho lembra que circular sem licenciamento em dia pode trazer transtornos maiores do que a multa. Para regularizar o veículo, é necessário quitar IPVA, taxa de licenciamento e eventuais débitos pendentes. Se o motorista for flagrado em situação irregular, o carro pode ser apreendido.
“Quando você é flagrado e tem o licenciamento atrasado, o veículo vai ser apreendido e, além de pagar tudo de uma vez só, você vai ter que pagar estadia, pátio e os custos da apreensão do veículo”, alerta.
IPVA em debate
Hoje, o IPVA é calculado pelos estados com base no valor de mercado do veículo, geralmente pela tabela Fipe, com alíquotas que variam entre 1% e 4%. No Congresso, tramita uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe mudar esse critério e considerar apenas o peso do automóvel, com teto de 1% do preço de venda

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