A nova Volkswagen Amarok segue rodando em testes pelo Brasil e agora foi flagrada na cidade de Taubaté (SP). O registro revela que a picape apostará em uma cabine com três telas no painel dianteiro. A imagem, enviada pelo leitor Lucas Nascimento, indica que o terceiro visor será dedicado ao passageiro, replicando a arquitetura eletrônica já vista na van Mifa 7, produzida pela chinesa SAIC. O modelo chegará ao mercado brasileiro em 2027.
A imagem indica a existência de uma terceira tela, com uma pequena divisão preta para afastá-la da imagem central. Uma outra foto feita por QUATRO RODAS mostra o interior com panos cobrindo todo o painel dianteiro e fazendo um vinco na ponta em frente ao passageiro.
Será uma mudança feita especificamente para a Amarok e que não existe na Maxus Interstellar X, na qual a picape da VW será baseada. A tecnologia existe dentro da Maxus, embora não seja utilizada em nenhuma caminhonete da marca, ficando restrita a algumas minivans como a G70 e a Mifa 7.
O flagra também mostra o volante, confirmando que será igual ao da picape chinesa. É muito diferente do estilo usado em todos os outros veículos da VW, com controles físicos grandes para o sistema de som e o controle de cruzeiro adaptativo. Também é possível notar alguns botões embaixo da central multimídia, outro item que virá da Interstellar X e que servirá para ajustar o ar-condicionado.

Adotar três displays fará com que a nova Amarok posicione-se de uma forma diferente, como uma picape mais equipada e com a impressão de ser mais moderna, aproximando-se das rivais como Chevrolet S10 e Ford Ranger, ambas com quadro de instrumentos digital e uma central multimídia maior. As chinesas também tem chegado apostando em telas grandes, como é o caso da BYD Shark e da GWM Poer.
Desde que anunciou o desenvolvimento de uma nova geração exclusiva para a América Latina, a Volkswagen dizia que a picape teria uma identidade própria. O desenho final ficou a cargo do centro de design brasileiro chefiado por José Carlos Pavone, mesmo responsável pelas linhas do Nivus e do Tera. O conjunto frontal contará com faróis duplos e uma barra iluminada interligando os projetores.
A fabricante afirma também que a nova caminhonete passou por um desenvolvimento técnico local. Segundo o chairman executivo da marca para a América do Sul, Alexander Seitz, 50% dos componentes foram projetados no Brasil. O executivo assegura que a estamparia final e os motores não serão importados do mercado chinês.
A plataforma adotada permite um porte superior ao do segmento médio tradicional. Se mantiver as proporções exatas da Maxus Interstellar X, a caminhonete medirá 5,55 m de comprimento. A medida representa um ganho considerável de 30 cm em relação à Amarok vendida hoje. Com isso, o projeto tentará encontrar um espaço comercial entre as picapes médias e as gigantes do mercado.

Na motorização, a fabricante estuda manter o conhecido motor V6 3.0 turbodiesel, que precisará receber uma calibração inédita para cumprir as rígidas regras de emissões que entram em vigor em 2027. O fôlego adicional para a sobrevida do modelo, no entanto, virá das configurações eletrificadas. A plataforma suporta variantes do tipo híbrido leve, híbrido pleno ou híbrido plug-in, com calibração voltada para a tecnologia flex.
A estreia comercial acontece apenas em 2027, com produção confirmada para a fábrica de General Pacheco, na Argentina. A viabilização da linha de montagem exigiu um investimento de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões em conversão direta) no complexo industrial vizinho, que abastecerá o mercado brasileiro.
Com a chegada do novo modelo, a geração atual não deve sair das concessionárias de imediato. A marca avalia manter a caminhonete antiga em linha por um período extra, tanto para ter uma opção mais barata quanto para aproveitar a capacidade de produção da fábrica argentina. Há também a expectativa pelo lançamento de um SUV baseado na Amarok, que estaria aguardando a aprovação da matriz.
