O Google anunciou um novo pacote de defesas para o sistema operacional Android 17. O objetivo é fechar brechas históricas que permitiam a operadoras de telefonia, provedores de internet e criminosos monitorar os passos dos usuários e invadir conexões domésticas.
A principal novidade é o suporte direto do sistema à tecnologia Encrypted Client Hello (ECH). O protocolo esconde o endereço exato das páginas acessadas no primeiro segundo do carregamento. Mesmo em conexões protegidas por HTTPS, o nome do domínio visitado ficava visível em texto simples para qualquer intermediário da rede.
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“Ao criptografar o nome do site de destino desde o início, o ECH ajuda a garantir que provedores de rede e bisbilhoteiros não possam mais ver facilmente quais sites ou aplicativos você acessa”, afirmaram Bram Bonné, engenheiro de software, e Shuaibo Huang, gerente de produto do Google.
Riscos da brecha de segurança
A exposição desse tipo de dado alimentava a criação de perfis comerciais sem autorização e abria caminho para golpes direcionados e censura. Como nem todos os servidores da internet estão prontos para essa camada extra de segurança, o sistema passa a enviar extensões simuladas para despistar intermediários e padronizar as requisições de rede.
O sistema também ataca as ferramentas físicas de fraude celular, conhecidas como “SMS blasters”. Esses aparelhos transmitem sinais de alta potência para forçar celulares próximos a abandonar o 4G ou 5G e cair na rede 2G antiga, em que os filtros de segurança modernos deixam de funcionar e facilitam o envio de links falsos.
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Com o Android 17, as operadoras de telefonia parceiras podem desativar a conexão 2G por padrão na linha do assinante. A medida elimina o risco sem exigir que o usuário precise procurar menus de configuração no aparelho.
Outra mudança restringe o acesso aos dispositivos domésticos. Aplicativos instalados no telefone agora precisam de autorização expressa para escanear aparelhos conectados à mesma rede Wi-Fi, como televisões inteligentes, impressoras e câmeras de monitoramento. Antes, qualquer programa com permissão básica de internet conseguia mapear a casa do usuário para criar registros de perfil comportamental.
A atualização exige, por fim, transparência obrigatória no registro de certificados digitais para impedir a criação de páginas falsas autenticadas e introduz mecanismos para preparar a assinatura de aplicativos contra futuras ameaças da computação quântica.
Por falar em segurança no universo digital, um golpe da falsa entrevista de emprego mira celulares para roubar dados. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
