Um grupo hacker ligado ao Irã chamado Handala publicou no Telegram, no domingo (7), mensagens afirmando ter derrubado sistemas de radar militares israelenses no mesmo dia em que Irã e Israel trocaram ataques com mísseis. Até o momento, não há evidências que sustentem as alegações – as informações são da SOC Radar.
O Handala afirma ter provocado “perturbação generalizada e direcionada” nos sistemas de radar do exército israelense. O grupo também afirmou ter colocado a prefeitura de Kfar Yona, no centro de Israel, sob o que chamou de “cerco cibernético.”
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As mensagens foram abertas com a frase “Em nome de Deus, o Destruidor de Tiranos” e incluíram um aviso de que “nenhuma terra está distante o suficiente, nenhum servidor está seguro.”
Por que as alegações são questionáveis
O Handala publicou capturas de tela como prova, mas as imagens mostram apenas o painel de administração de um sistema de telefonia corporativa chamado Tadiran Telecom Aeonix. Basicamente, é um software de atendimento automático de chamadas, não um sistema de radar militar.
Isso é coerente com um acesso à prefeitura de Kfar Yona. No entanto, nenhuma das imagens tem qualquer relação com infraestrutura militar. Além disso, nem o Exército de Israel nem a Diretoria Nacional Cibernética israelense confirmaram nenhum incidente, a imprensa israelense também não registrou nada.
O contexto do ataque
No último domingo (7), o Irã iniciou o primeiro ataque com mísseis contra Israel desde o cessar-fogo acordado em abril entre Tel Aviv, Washington e Teerã. A ação seguiu o ataque israelense ao Hezbollah, organização política e paramilitar fundamentalista islâmica xiita libanesa, em um subúrbio de Beirute também pela primeira vez desde a trégua.
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Todo esse contexto tem raízes em 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel lançaram a Operação Epic Fury, uma série de ataques aéreos massivos contra instalações militares, governamentais e nucleares do Irã. O líder supremo Ali Khamenei foi morto na operação.
O Irã respondeu com mísseis e drones contra Israel e bases militares americanas na região, além de fechar o Estreito de Ormuz. Semanas de ataques recíprocos se seguiram.
Um cessar-fogo mediado pelo Paquistão entrou em vigor em 8 de abril, mas permaneceu frágil. Israel e Irã discordaram imediatamente sobre se o Líbano estava incluído no acordo.
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Quem é o Handala Hack Team?
O Handala Hack Team se declara um grupo hacktivista pró-Palestina independente e tem um histórico documentado de operações cibernéticas reais, incluindo roubo de credenciais, uso indevido de ferramentas corporativas legítimas, malware destrutivo e campanhas de vazamento de dados.
O coletivo prioriza pressão psicológica e dano de reputação em vez de ganho financeiro, e tem como alvos preferenciais companhias da cadeia de suprimentos, especialmente aquelas ligadas a Israel.
O Departamento de Justiça dos EUA já atribuiu ações ao grupo, o FBI realizou apreensões de domínios ligados a ele, e uma empresa americana registrou na Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC) um ataque confirmado do Handala.
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