Alexandre Mendes, Taubaté (SP)
Assim como acontece com a energia elétrica, que pode ser gerada a partir de diferentes fontes – usinas térmicas, hidrelétricas, eólicas, solares –, a neutralidade do hidrogênio depende de como ele é produzido.
Atualmente, a maior parte do hidrogênio consumido no mundo deriva de metano, extraído de gás natural, GLP ou nafta, de origem fóssil, portanto. É assim porque o custo de sua produção é menor se comparado ao de outros tipos de hidrogênio mais limpos.
Esse gás fóssil é conhecido como hidrogênio cinza ou SMR (Steam Methane Reforming) standard. Mas é possível também obter metano de biomassa, mas o chamado hidrogênio verde é extraído da água, por meio da eletrólise das moléculas.
Para ser considerado totalmente limpo, o hidrogênio verde, por sua vez, depende da energia elétrica empregada em sua produção, a qual também deve ser limpa.
O hidrogênio verde só faz sentido na descarbonização se a eletricidade usada na sua usina vier de fontes como a energia solar ou eólica. Sem essa garantia de limpeza na origem, o ganho ecológico do sistema se perde antes mesmo de o combustível chegar à célula de hidrogênio do veículo.
Além desses dois tipos, cinza e verde, há também o hidrogênio que se convencionou classificar de azul, o qual está em patamares intermediários no que diz respeito aos teores de carbono. Uma das variações de hidrogênio azul é composta por SMR standard com 60% de CO2 capturado da atmosfera. E outra, mais limpa, usa SMR standard com 95% de CO2 capturado diretamente das fontes geradoras, antes de ser lançado na atmosfera (pode ser retirado da chaminé de uma fábrica, por exemplo).

