A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu um alerta para o alto risco de incêndios florestais em diversas regiões do interior paulista entre quinta-feira (9) e sábado (11). A combinação de uma massa de ar seco, baixa umidade relativa do ar e ausência de chuvas eleva o risco de queimadas, especialmente no sábado, quando algumas regiões devem atingir o nível máximo de criticidade.
As regiões de Barretos, Ribeirão Preto e Franca entram em estado de emergência, classificação que representa o maior grau de risco para ocorrência e propagação de incêndios.
Já a faixa que inclui Campinas, além das regiões de Andradina, Presidente Prudente e Bauru, permanecerá em alerta vermelho, indicando condições muito favoráveis para o surgimento de focos de incêndio.
As demais regiões do estado seguem em alerta considerado alto pela Defesa Civil.
Por que o risco de incêndios aumenta?
Segundo a Defesa Civil, o estado de emergência é decretado quando há condições meteorológicas extremas, como:
- temperaturas elevadas;
- baixa umidade relativa do ar;
- ventos intensos;
- longo período sem chuva.
Nesse cenário, qualquer foco de fogo pode se transformar rapidamente em um incêndio de grandes proporções, dificultando o trabalho das equipes de combate.
A previsão é de que uma frente fria avance entre sábado (11) e domingo (12), aumentando a nebulosidade e trazendo possibilidade de chuva fraca e isolada em boa parte do estado. Com isso, as temperaturas devem cair e o risco de queimadas tende a diminuir.

Campinas e interior de SP entram em período crítico para queimadas
O período entre junho e outubro é considerado o mais crítico para incêndios florestais em São Paulo. Durante a estiagem, a vegetação fica mais seca e vulnerável ao fogo.
De acordo com a Defesa Civil, nove em cada dez incêndios registrados no estado são provocados pela ação humana, seja por negligência ou de forma intencional.
Por isso, o órgão reforça que a prevenção é fundamental para evitar queimadas que colocam em risco áreas de vegetação, propriedades rurais, animais e a saúde da população.
Como evitar incêndios durante a estiagem
A Defesa Civil orienta que a população adote alguns cuidados durante os períodos de maior risco:
- Não utilize fogo para limpar terrenos ou queimar lixo e restos de poda;
- Evite acender fogueiras ou velas próximas a áreas de vegetação;
- Apague completamente cigarros e fósforos antes de descartá-los;
- Não solte balões, prática que é considerada crime ambiental e pode provocar grandes incêndios;
- Utilize fogo em propriedades rurais somente com autorização da CETESB;
- Em áreas de visitação, considere suspender atividades ao ar livre nos dias de risco elevado.
A orientação é que, ao identificar um foco de incêndio, a população acione imediatamente o Corpo de Bombeiros ou a Defesa Civil para evitar que as chamas se espalhem.

VOCÊ VIU? Queda de avião da Voepass em Vinhedo: Cenipa aponta distração de pilotos, segurança frágil e falha da Anac; entenda
O relatório final do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo aponta que a distração dos pilotos, fragilidades na cultura de segurança da companhia e falhas de fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) contribuíram para a tragédia que matou 62 pessoas em 9 de agosto de 2024.
As informações foram reveladas pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que teve acesso à minuta do documento enviada a autoridades da França e do Canadá para revisão internacional.
O acidente aconteceu no voo 2283 da Voepass, que saiu de Cascavel (PR) com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos. A aeronave caiu no início da tarde no quintal de uma casa no condomínio Recanto Florido, no bairro Jardim Florido, em Vinhedo. Morreram os 58 passageiros e os quatro tripulantes que estavam a bordo. Nenhum morador da residência atingida ficou ferido.
Acidente causado por um conjunto de fatores
Segundo a reportagem da Folha, o Cenipa conclui que o acidente foi provocado por um conjunto de fatores. Entre eles, estão o que o órgão classifica como “estado de distração” dos pilotos durante o voo, o desrespeito a procedimentos operacionais, a condução inadequada da emergência e uma sequência de falhas ligadas à operação da companhia e à supervisão da agência reguladora (leia a matéria completa aqui).
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