Desde que joguei o primeiro Control criei de imediato um carinho pelo título. Apesar da perda de interesse na história (principalmente por causa da complexidade e a relação com Alan Wake), o começo do enredo misterioso e o gameplay divertido de shooter em terceira pessoa me pegaram bastante.
Passados cinco anos desde que finalizei o jogo, agora tive a chance de testar Control Resonant por cerca de duas horas e meia. E preciso confessar que a primeira coisa que pensei foi: isso aqui é outra coisa. E acho que é mais ou menos essa sensação que os desenvolvedores queriam passar.
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O Voxel foi convidado pela Remedy para participar de um hands-on que durou cerca de 2 horas e meia do próximo game do Universo Conectado Remedy. O teste foi realizado em um PC e a jogatina foi com um controle de PlayStation 5.
A demo jogada era dividida em três partes: o começo do game, uma área livre para treinamento do combate e uma missão da história principal. Confira, a seguir, o que achamos!
O que está acontecendo?
Logo após os primeiros minutos do game, que não podemos mostrar imagens então não farei muitos comentários, você dará de cara com uma Manhattan tomada pelo Ruído.
Só que em vez de um ambiente corporativo esquisito, dessa vez estamos em uma metrópole onde as coisas estão todas fora do lugar. Uma onda de pássaros está distorcida, pessoas estão flutuando em uma transe, há um grande vazio entre os prédios etc.
Mas a contemplação dura muito pouco, já que o novo protagonista Dylan Faden (irmão de Jesse Faden, do primeiro jogo) é logo chamado para a ação.
Mesmo nome, outro gameplay
Antes da porradaria começar, é preciso escolher qual será sua Aberrante, que é o nome da arma do jogo. Eu acabei optando por uma espécie de foice, já ela tem um alcance maior que as outras duas opções. Inclusive, tudo é quantificado, portanto, Control Resonant acaba tendo elementos poderosos de RPG, como árvore de habilidades, parâmetro de dano das armas, pontos de evolução e mais vários indicadores que você vai precisar aprender para ser mais efetivo.
E você percebe que está jogando uma coisa completamente diferente já no tutorial dos golpes. Diferentemente dos gatilhos usados para atacar à distância com armas em Control, agora você utiliza o quadrado e triângulo (X e Y no controle de Xbox) para combater. Ali ficou claro que saímos de um shooter em terceira pessoa para um hack’n slash.
Mas apesar da lembrança dos hack’n slash mais antigos, Control Resonant tem um ritmo frenético particular, digamos assim. Mesmo tendo Devil May Cry e a trilogia original de God of War como referências no estilo, não é possível dizer que o novo jogo da Remedy tem a mesma velocidade que as franquias clássicas.
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No novo game, não é possível fazer combos estilosos como o de Dante e Nero, por exemplo. Pelo menos nos trechos em que joguei, as possibilidades de combinações de ataques eram bem menores do que já vimos em outras ocasiões. Para elucidar, há uma sequência de três golpes fracos seguidos, enquanto o golpe forte pode ser carregado segurando o botão.
Só que se os ataques físicos não são tão complexos, é possível utilizar ataques telecinéticos como arremesso ou escudo de pedras (aqui a lembrança de Control acaba voltando) para aumentar o leque de opções na treta.
Só que a falta de combos não faz, porém, com que as lutas fiquem mais fáceis. Muito pelo contrário. As hordas de inimigos acabam deixando as batalhas complexas, obrigando o jogador a abusar do botão bolinha (B no Xbox) para desviar. Em muitos momentos você acaba se vendo cercado, sendo golpeado de longe e de perto por muitas criaturas.
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Na terceira parte, inclusive, há uma horda e logo depois um chefão. Eu penei tanto que tive que apelar para uma espécie de “God Mode” para encerrar a sessão de testes, já que meu tempo estava acabando. Ou seja, o game não é fácil.
Em Control Resonant você precisa equilibrar os golpes nos inimigos maiores e nos menores. Enquanto abater os maiores garante que nenhuma criatura será respawnada, combater os menores dá porções essenciais de vida para que a luta continue. O balanço entre entre bater em um tipo e no outro é o segredo do sucesso.
Pintura em pixels
Apesar de ter gostado do ritmo das lutas (mesmo achando que a variedade de golpes poderia ser maior), às vezes parece que elas são mera distração. E digo isso de maneira positiva, já que Control Resonant é um dos games mais lindos que eu já vi.
Mesmo tendo jogado uma versão ainda em fase de polimento e sem muitos dos elementos finais, a exploração me deu uma sensação incrível. Seja o ambiente urbano da primeira parte da demo ou os cômodos distorcidos do final da terceira parte, tudo foi desenvolvido de maneira muito detalhista.
E diferentemente de outros jogos em que apesar da beleza dos cenários tudo é muito vazio e sem alma, em Control Resonant a ambientação serve como um ótimo gancho para a imersão no enredo. Nesse quesito, o jogo anterior funcionava de maneira até similar.
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O próximo lançamento da Remedy tem um trunfo muito grande de conseguir trabalhar com um projeto mais puxado para o fotorrealismo e não ser exagerado. Certamente ele continuará bonito daqui 10, 15 ou mais anos. Me pareceu que a desenvolvedora finlandesa conseguiu produzir um grande filme blockbuster interativo, aliando jogabilidade e estética de Hollywood.
Mesmo não sendo efetivamente o mais importante de um jogo, quem gosta de gráficos pode ficar tranquilo que certamente verá um dos trabalhos de arte mais bonitos da história recente do mercado de games.
Expectativa lá em cima
O que restou depois das cerca de duas horas e meia de gameplay foi hype. Control Resonant acabou saltando vários degraus na minha lista de prioridades, já que ele é certamente um dos títulos mais promissores de 2026.
Todos os elementos de sucesso estão ali: uma boa jogabilidade, história complexa para quem tem paciência de entender (não é o meu caso, infelizmente) e gráficos de vitrine de loja para vender videogames.
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Control Resonant será lançado em 24 de setembro de 2026 para PlayStation 5, Xbox Series X/S, PC (Steam e Epic Games) e GeForce Now. O título ainda será lançado em algum momento deste ano para Mac via Steam e App Store.
