A Justiça de Campinas condenou 14 integrantes de um grupo ligado ao PCC pelos crimes de lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa. A sentença foi decretada nesta terça-feira (4) pelo juiz Caio Ventosa Chaves, da 4ª Vara Criminal. Segundo investigações, esse grupo também planejou matar o promotor de Justiça do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) Amauri Silveira Filho, de Campinas.
Entre os condenados estão o empresário Maurício “Dragão” Zambaldi e José Ricardo Ramos, que receberam penas superiores a 13 anos de prisão. O líder da facção, Sérgio “Mijão”, atualmente foragido, foi condenado a mais de 17 anos.
A decisão também determinou o pagamento solidário de R$ 10 milhões em danos morais coletivos e o confisco de todos os bens e veículos de luxo utilizados no esquema.

Organização criminosa lavava dinheiro
Segundo as investigações do Gaeco, o grupo operava uma complexa rede de branqueamento de capitais a partir da loja Dragão Motors, em Campinas.
Maurício Zambaldi utilizava suas empresas de veículos para ocultar recursos provenientes do tráfico de drogas e crimes patrimoniais. Ele recebia “investimentos” de criminosos, oferecendo rentabilidades de 2% a 4%, e devolvia o dinheiro “limpo” por meio de transações bancárias dissimuladas ou entrega de carros e motos de luxo.
Plano para matar promotor de Justiça
Durante o monitoramento do grupo, as autoridades descobriram um plano para matar o promotor de Justiça do Gaeco Amauri Silveira Filho e um comandante da Polícia. O objetivo era paralisar as investigações após o grupo sofrer prejuízos milionários em operações anteriores.
Para o ataque, o grupo preparou uma caminhonete Hilux equipada com uma metralhadora .50. Apesar de o plano ter sido detalhado na sentença, os réus não foram condenados por tentativa de homicídio neste processo, porque o juiz entendeu que a “mera cogitação” não constitui crime autônomo na esfera desta ação penal específica.
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Operação Infiltrados
O caso também gerou um desdobramento chamado Operação Infiltrados, que investigou a colaboração de agentes públicos com os criminosos.
Entre os alvos estavam um chefe de investigadores da Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) de Campinas, acusado de repassar informações sigilosas ao grupo, e um ex-estagiário do Ministério Público, que teria se infiltrado na instituição para identificar criminosos ricos e extorqui-los em troca de proteção.
No celular de “Dragão”, foi encontrada uma cobrança de R$ 500 mil feita por esse estagiário para não enviar informações ao Gaeco.
Na decisão judicial, o grupo é descrito como alguém que ostentava uma vida “nababesca e ostentatória”, com movimentações financeiras astronômicas sem qualquer lastro lícito. Esse entendimento justificou a aplicação de multas elevadas e a perda definitiva do patrimônio em favor do Estado.
Outro lado
Procurada, a defesa de Maurício disse que recebeu a sentença com tranquilidade e afirmou que ficou demonstrado que nunca existiu qualquer plano para atentar contra a vida de autoridades. Em relação a condenação sobre crimes de lavagem de dinheiro e constituição de organização criminosa, a defesa disse que vai recorrer. Os demais condenados ainda não se manifestaram.
*Com informações da EPTV Campinas
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VIU ESSA? – Mulher é presa em Hortolândia em operação contra organização criminosa
Uma mulher foi presa em Hortolândia nesta terça-feira (21) durante uma operação da Polícia Civil do Paraná contra uma organização criminosa envolvida em tráfico interestadual de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa.
A ação cumpre 90 mandados judiciais em quatro estados, sendo no Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina, e tem o objetivo de enfraquecer financeiramente o grupo e interromper suas conexões criminosas.
Prisões e apreensões
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o balanço preliminar da operação registrou:
- 35 mandados de prisão preventiva cumpridos;
- 6 prisões em flagrante;
- 15 veículos de luxo apreendidos;
- 3 armas de fogo;
- 2 drones;
- aproximadamente R$ 700 mil em espécie.
No Estado de São Paulo, além de Hortolândia, as equipes também atuaram nas cidades deOurinhos e São Paulo. (Leia aqui)
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