O Parque Ecológico Monsenhor Emílio José Salim, em Campinas, recebeu, na manhã desta terça-feira (9), o Simulado de Alerta a Tempestades, que reuniu equipes de diversos órgãos de proteção e serviços públicos de Campinas. A atividade aconteceu no estacionamento do parque e marcou os 10 anos da microexplosão atmosférica que atingiu a cidade.
A iniciativa teve como objetivo fortalecer a cultura de prevenção, ampliar a conscientização da população e aprimorar a integração entre os órgãos responsáveis pelo atendimento em situações de emergência.
Microexplosão aconteceu em 2016
A microexplosão atmosférica ocorreu em 2016 e foi provocada por uma nuvem carregada de ar, água e granizo, acompanhada por ventos que chegaram a 120 km/h. A tempestade atingiu três áreas da região de Campinas e deixou cinco pessoas com ferimentos leves.
Segundo a Defesa Civil, a lembrança do episódio motivou a realização do simulado, que busca fortalecer a preparação das equipes municipais e reduzir os impactos de ocorrências semelhantes no futuro.
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Participaram da ação equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Sanasa, CPFL Paulista e Prefeitura de Campinas, além de representantes de outros setores envolvidos na gestão de riscos e desastres.
Cenários simulados reproduzem situações de emergências
Durante o evento, foram realizadas demonstrações práticas da atuação conjunta das instituições diante de tempestades severas. O exercício simulou diferentes ocorrências simultâneas, comuns durante eventos climáticos extremos, entre elas:
- Queda de árvores
- Danos a edificações
- Interrupções no fornecimento de energia elétrica
- Acionamento de respostas emergenciais
Além das simulações, os participantes puderam conhecer equipamentos, tecnologias e estratégias utilizadas para o enfrentamento de situações de risco.
De acordo com a Defesa Civil, responsável pela organização da atividade, a escolha do Parque Ecológico ocorreu devido ao histórico de impactos registrados na região durante a microexplosão atmosférica que atingiu Campinas em 2016.
Os exercícios também permitiram avaliar os avanços conquistados pelo município nos últimos anos em relação à prevenção e à capacidade de resposta rápida diante de desastres naturais.

De acordo com o coordenador da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, quando a microexplosão ocorreu, os órgãos responsáveis pelo atendimento de emergências enfrentavam dificuldades relacionadas aos sistemas e equipamentos de alerta, o que comprometia a rapidez das respostas durante o evento climático.
Segundo ele, o simulado também tem a função de demonstrar aos demais órgãos as melhorias implantadas ao longo da última década, especialmente nos sistemas de monitoramento, comunicação e integração entre as equipes de emergência.
“O simulado previsto para Campinas integra esse esforço permanente de aperfeiçoamento dos protocolos e da articulação entre instituições responsáveis pela proteção da população”, destacou o coordenador da Defesa Civil.
Furtado também ressaltou a evolução da estrutura de resposta a emergências e a maior integração entre os órgãos envolvidos.
“Hoje as empresas estão bem mais entrosadas com o atendimento de emergência, com o Corpo de Bombeiros, e também uma novidade muito importante são essas 16 torres para instalar em situação de queda de torres de energia”, afirmou.
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Novas tecnologias para recuperação do sistema elétrico
Entre os destaques do evento esteve a participação da CPFL Paulista, que apresentou recursos utilizados para acelerar o restabelecimento do fornecimento de energia após tempestades e outros eventos climáticos severos.
A empresa demonstrou o funcionamento das torres telescópicas emergenciais de transmissão, estruturas que podem ser utilizadas para substituir torres danificadas e restabelecer a operação do sistema elétrico com maior rapidez. Segundo a Defesa Civil, atualmente a concessionária conta com 16 dessas estruturas para utilização em ocorrências de grande impacto.

Segundo o gerente de Operações de Subtransmissão da CPFL Paulista, Fábio Ojea, cada estrutura pode ser montada em aproximadamente duas horas.
“Cada estrutura emergencial pode ser montada em aproximadamente duas horas. O tempo total de reconstrução dependerá da quantidade de torres afetadas pela ocorrência. Trata-se de uma solução que amplia significativamente a capacidade de resposta da companhia em situações de grande impacto, contribuindo para a recomposição segura e eficiente do sistema elétrico.”
Além das torres emergenciais, a concessionária apresentou equipamentos utilizados em redes subterrâneas e tecnologias de inspeção aérea realizadas com drones.
De acordo com a empresa, os recursos reforçam a importância da inovação tecnológica e do planejamento para reduzir impactos e agilizar o atendimento à população em situações de emergência. O conjunto de equipamentos também demonstra como o setor vem se preparando para eventos climáticos que têm se tornado cada vez mais frequentes e intensos.

Atividades educativas aproximaram população dos órgãos de emergência
A programação também incluiu demonstrações operacionais, exposições de equipamentos, atividades educativas e orientações à população sobre prevenção e procedimentos de segurança durante tempestades.
Segundo a organização, o objetivo foi aproximar os moradores dos órgãos responsáveis pela gestão de emergências e ampliar a percepção dos riscos associados aos eventos climáticos extremos.
A ação também buscou destacar os avanços obtidos por Campinas nos últimos anos para tornar a cidade mais preparada e resiliente diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Defesa Civil discute cenário climático para os próximos meses
Como parte das ações voltadas ao planejamento preventivo, o coordenador da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, participou ainda de uma reunião promovida pela Defesa Civil do Estado de São Paulo, com representantes de diversos municípios paulistas.
O encontro debateu as previsões climáticas para os próximos meses, especialmente em relação ao período de estiagem e à possível influência do fenômeno El Niño. Também foram discutidas estratégias de monitoramento e preparação para futuras ocorrências climáticas.

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